Valorizando o Casamento

valor

Graça e paz do Senhor!

Compartilho uma mensagem pregada na Igreja Batista Pq. das Nações, em Santo André, em um dos encontros de casais promovidos pela igreja. Agradeço a querida irmã Kátia que me convidou para compartilhar da Palavra de Deus!

Trata-se de uma mensagem baseada no livro de Cantares. Procurei ressaltar 10 aspectos nos quais nós cristãos devemos valorizar o matrimônio. Um casamento em que uma das partes não valorize é um casamento fadado ao fracasso ou motivo de grande sofrimento por parte do cônjuge que não recebe e/ou percebe o valor devido da outra parte. Nossa famílias precisam valorizar seus matrimônios, pois somente com uma cosmovisão e prática adequada do casamento bíblico poderemos ter famílias fortes nesta geração de valores e princípios duvidosos.

Que o Espírito Santo fale ao seu coração! Esta é a minha oração.

André Anéas

Valorizando o Casamento

Conclusão [Todos Nós Temos Uma Missão!]

 

voceTodos nós vamos! Todos nós devemos fazer discípulos. “Todos nós temos uma missão!”. Todos os que ousam ser discípulos de Cristo precisam entender que não são pessoas comuns. Não existe discípulo de Cristo comum. Existem apenas discípulos de Cristo, cujas vidas são consagradas ao Senhor, cujas vida são dedicadas ao Mestre, cujas vidas são para glorificar o nome de Deus!

Talvez hoje você se ache um crente comum, que vive a vida de maneira rotineira. Talvez hoje você se contente em somente trazer alguém na igreja para ouvir uma mensagem para quem sabe este convidado “aceitar a Jesus”. Talvez você esteja habituado a ir para todos os lugares em que você vai e ser apenas você.

Saiba que Cristo te chamou para uma missão! Que Jesus tem toda a autoridade no céu e na terra e, por isso, Ele te convoca para fazer parte do exército de Dele! E no exército de discípulos de Cristo não existe ninguém comum, ninguém que somente fique sentado em banco de Igreja, ninguém que venha assistir a um culto, ninguém que entende que a missão é somente do missionário ou do pastor.

Jesus te chamou para uma missão em que você é capacitado a ser discípulo em tempo integral, a servir em tempo integral, em ser sal e luz do mundo em tempo integral, a ir onde quer que for e saber que você é um mensageiro do evangelho, que você é discípulo de Cristo, que sabe que o culto não é assistido, mas você é parte da Igreja e que vem sim cultuar, participar, adorar em comunidade! Ele te chama para fazer discípulos, para trazer pessoas à Igreja que já ouviram de você o evangelho e que viram em você os ensinamentos de Cristo!

Jesus te chamou para ser discípulo. Olhe o que Jesus fez começando com apenas onze discípulos e alguns ainda incrédulos, como lemos em 28:17. Saiba que Jesus quer fazer Sua obra através de você e apesar de você!

Enquanto estiver indo… Seja onde for, lembre-se de que Mateus 28-19-20 é sua missão.

Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina!” – Isaías 52:7

Você não é comum por causa do sangue derramado por sua vida, que o comprou e lhe permite ser discípulo! Consagra-se, busque a face a face do Senhor, estude Sua Palavra, dedique-se, pois você tem uma missão! Ir anunciando onde quer que você vá e fazer discípulos! Jesus fala contigo em Mateus 28:19-20, com você!

André Anéas

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1/7 – Introdução [Todos Nós Temos Uma Missão!]

2/7 – A Grande Comissão [Todos Nós Temos Uma Missão!]

3/7 – Ide – Quem Vai? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

4/7 – Ide – Para Onde? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

5/7 – Ser Discípulo [Todos Nós Temos Uma Missão!]

6/7 – Fazendo Discípulo [Todos Nós Temos Uma Missão!]

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Fazendo Discípulo [Todos Nós Temos Uma Missão!]

 

fazer discípulosSe dirigindo aos discípulos, Jesus diz para eles irem e fazerem mais discípulos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que o Senhor lhes ordenou.

Antes de tudo, uma consideração sobre o batismo. O batismo é a porta de entrada para a fé em Cristo. É o primeiro passo do discípulo. Não existe discípulo que não tenha passado pelo batismo. É algo completamente natural para aquele que opta por Jesus se batizar.

O discipulador precisa ensinar seu discípulo o evangelho de Jesus. E como se faz um discípulo? Não é somente em uma sala de aula. Pode ser também. Mas, principalmente, com a própria vida.

A vida do discípulo de Jesus deve ser o exemplo para o novo discípulo. Não se investe um período de tempo para se fazer um discípulo. Se compartilha a vida com o discípulo. Caminha-se junto com o discípulo. E é nesta convivência, na caminhada, que o discípulo de Cristo aprende com outro discípulo mais maduro a depender de Deus, a buscar a face do Senhor em oração, a estudar a Palavra de Deus, a se consagrar, a ser manso, a ser humilde. Se aprende observando como deve ser feito.

Quantas pessoas temos discipulado? Para quantas pessoas temos sido um referência de discípulos de Cristo? Quantos tem visto em nós o caráter de Cristo? Esta é a nossa missão!

A tarefa de “ir” e “fazer discípulos” não é pequena. Mas, como vimos, é por causa da autoridade que há em Jesus que conseguimos desempenhar esta missão.

Nenhum discípulo está sozinho nesta tarefa. Temos a promessa do próprio Senhor de que Ele está conosco sempre, até o fim dos tempos, até o fim desta era em que vivemos neste mundo. Um dia nossa missão irá ser concluída e iremos para nossa pátria celestial. Mas até lá devemos “ir” e “fazer discípulos” na certeza de que Àquele que nos enviou está conosco SEMPRE!

André Anéas

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1/7 – Introdução [Todos Nós Temos Uma Missão!]

2/7 – A Grande Comissão [Todos Nós Temos Uma Missão!]

3/7 – Ide – Quem Vai? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

4/7 – Ide – Para Onde? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

5/7 – Ser Discípulo [Todos Nós Temos Uma Missão!]

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Ser Discípulo [Todos Nós Temos Uma Missão!]

 

discipuloE não basta somente ir. Jesus nos orienta a “ir” e “fazer discípulos”. Porém, esta ideia de discipulado não está muito em alta. Os “crentes comuns” não estão preparados para fazerem discípulos e tão pouco se permitem serem discipulados. O ser discípulo de Cristo tem um preço a ser pago, como vemos em Lucas 14:26-35:

“Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.

“Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz.

Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

“O sal é bom, mas se ele perder o sabor, como restaurá-lo? Não serve nem para o solo nem para adubo; é jogado fora. “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça”. – Lucas 14:26-35

Ser discípulo

Em primeiro lugar, para fazer discípulos você precisa ser discípulo de Cristo. E ser discípulo de Cristo implica em uma entrega total à Cristo. O mais importante na vida de quem é discípulo de Cristo é o próprio Cristo. E isto precisa estar muito claro para o discípulo, pois existe sim o risco de muita gente ficar descontente com o fato do mais importante em sua vida ser o Cristo. E seu amor por estas pessoas, sejam elas quem forem, não poder estar em pé de igualdade com o amor a Cristo. Nem mesmo a própria vida do discípulo é superior a Cristo.

Em Lucas, Jesus ainda conta duas histórias para ilustrar o preço do discipulado. Em ambas, fica claro o seguinte: antes de alguém se tornar discípulo precisa saber que sua vida pertence somente ao Senhor, que trata-se de uma renúncia total, que existe um preço a ser pago nesta vida de discipulado. Jesus, ao contrário de muitos outros mestres, nos diz nesta ilustrações para pensar bem antes de aceitar o discipulado, pois só será apto ao discipulado de Jesus aquele que estiver disposto a caminhar pela fé, depositando toda sua confiança em Jesus, aceitando o preço a ser pago.

Se você é um discípulo de Jesus conhece este preço, sabe que cada discípulo carrega sua cruz. Sabe que ser discípulo não é simplesmente “aceitar a Jesus” e vir na igreja aos domingos, como um “crente comum”. Muito pelo contrário, é ter a certeza dentro do coração de que por toda a vida servirá ao Senhor, caminhará com o Senhor, se sujeitará ao Senhor. Dia após dia.

André Anéas

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Ide – Para Onde? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

 

onde?Quem vai? Uma vez entendido que TODOS nós somos discípulos privilegiados por servir ao Senhor, nós vamos. Agora precisamos compreender o texto de Mateus 28:19-20 de forma diferente.

O que precisa ficar muito claro em nossa mentalidade cristã: nós, discípulos de Cristo, Sua Igreja, precisamos ir até quem não faz parte da Igreja de Cristo. Nós, Igreja, somos o povo de Deus instruído por pessoas vocacionadas para nos preparar para sermos perfeitos em Cristo e aptos ao serviço. Este serviço vai MUITO além do serviço da igreja local. A mensagem de Mateus 28:19-20 é para todos nós!

Existe um povo, que não é povo de Deus. Um povo que não é Igreja. Um povo que não conhece Deus e não sabe o que o Senhor fez pela humanidade. E de quem é a responsabilidade por ser sal e luz no mundo em que este povo vive? É dos missionários, mas não somente. É dos pastores, mas não somente. É de TODA a Igreja do Senhor. “Ide” é para todos nós.

A realidade de que existem pessoas que não tem a mesma esperança que nós da Igreja temos deve estar sempre em nossa mente. O “ir” até elas deve estar sempre a nossa mente. Observe o texto de Mateus 16:18:

E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades (inferno) não poderão vencê-la. – Mateus 16:18

São as portas do inferno que não suportam a pressão da Igreja e não o contrário. Existe sim o reino de Deus e existe o reino das trevas – o “mundo”. Nós não somos do mundo, mas existem pessoas que estão neste mundo de trevas. Nós, embora não somos do mundo, estamos no mundo e precisamos ter a convicção de que existe céu e inferno e uma guerra na qual as vidas estão em jogo.

Como a passagem abaixo nos diz, são necessários trabalhadores para esta tarefa de “ir”! Trabalhadores com compaixão das vidas aflitas e desamparadas que habitam o “mundo”.

Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. – Mateus 9:35-38

Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.

Então disse aos seus discípulos: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara”.

Mas esta instrução de Mateus 28:19-20 não seria apenas para os missionários transculturais, com vocação para isto? Também, mas não somente. Este é o nosso DNA e “ir” deve ser algo natural. Quem experimentou a graça de Deus não teria vontade de compartilhá-la? Quem conheceu ao Deus maravilhoso que servimos não teria vontade de participar do processo de fazê-Lo conhecido? Esta mensagem não é simplesmente para te exortar a evangelizar, mas para te fazer entender que um verdadeiro discípulo de Jesus observa o famoso texto da “Grande Comissão” e sabe que Jesus está falando com ele.

Mas para onde vamos? “Ir” onde? Talvez você pense que este “ide” faz referência somente a outras nações. O texto nos diz todas as nações, inclusive a nação que nós residimos. Além do que, não foram todos os onze discípulos que foram para outras nações. A ideia aqui é de universalidade. A mensagem deve ser pregada para todos, sem barreiras étnicas e culturais. Todos estão incluídos. Principalmente as pessoas dos locais em que você vai, e é ai que quero chegar…

Você vai ao trabalho?

  • Hospital?
  • Escola?
  • Banco?
  • Empresas privadas variadas?
  • Governo?

Você vai para escola?

Você vai para faculdade?

Você vai para reuniões familiares?

Você vai para igreja (inclusive)?

Você vai para sua casa?

Você vai passar tempo com sua família (esposa, esposo, filhos)?

Você vai para seu bairro e se encontra com seus vizinhos?

Todos nós vamos de alguma maneira. Todos nós encontramos pessoas. Todos nós nos deparamos com vidas que estão sem esperança, com famílias destruídas, com pessoas desesperadas. E nós temos a incumbência como crentes em Cristo de “ir” até elas e anunciar o evangelho, a dar a eles a resposta de que somente por meio de Cristo é que nossa vida terá um sentido completo, que nos “consertará” para termos comunhão com Deus.

Esta é nossa missão. “Ir” até os aprisionados, desamparados, endemoniados, perdidos e lhes fornecer a vida de Cristo.

André Anéas

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2/7 – A Grande Comissão [Todos Nós Temos Uma Missão!]

3/7 – Ide – Quem Vai? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

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Ide – Quem Vai? [Todos Nós Temos Uma Missão!]

 

quemJesus começa dizendo para “ir”. Existem duas perguntas importantes para fazermos ao ouvir o “ide” de Jesus: a primeira pergunta a ser feita é “quem vai?”; A segunda pergunta seria “para onde?”.

Quem vai?

Para ficar mais claro este entendimento, precisamos observar o que nos diz Efésios 4:11-12.

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado – Efésios 4:11-12

Jesus vocaciona sim alguns para apóstolos, profetas, evangelistas e pastores e mestres. Estes tem a incumbência de preparar os santos para a obra do ministério para que o corpo de Cristo – Sua Igreja – seja edificada. Ou seja, por mais que exista um grupo escolhido por Deus para instruir o povo de Deus, o povo de Deus está sendo preparado para o ministério, para edificação da Igreja.

Este preparo, que em outras traduções aparece como “aperfeiçoamento”, possui uma ideia extremamente profunda, na qual os crentes em Cristo devem tornar-se completos, restaurados, cheios da plenitude de Deus, tal como é na pessoa do Filho. A ideia de uma vida de santidade está presente aqui. Uma vida separada ao Senhor, consagrada à Ele, dedicada à Ele.

O apóstolo Paulo ainda faz referencia ao “ministério”. Esta obra do ministério diz respeito ao serviço cristão, e aqui poderíamos segmentar em serviço espiritual e “braçal”. Entretanto, prefiro considerar TUDO como espiritual. Por mais que exerçamos funções na igreja que não pareçam espirituais, saibam que elas são espirituais sim. Você pode lavar um chão, administrar valores, arrumar as cadeiras, dentre tantos outros exemplos, e isto tudo ser espiritual, pois fazemos para Deus, para glória Dele, servindo ao Senhor. Trata-se de um privilégio.

Me lembro de um acampamento o qual ajudei a organizar. Chegamos alguns dias antes para avaliar o local e o que poderíamos preparar de atividades por lá. Existia um senhor que cuidava do local, uma espécie de zelador. Conversando com aquele senhor, ele nos compartilhou a alegria que sentia em limpar o local e prepará-lo para que nós pudéssemos ir com aquele grupo para lá. Ele nos disse: “Irmãos, eu preparo este lugar como se o próprio Senhor Jesus fosse adentrar aqui”. Naquele mesmo instante, ao ouvir as palavras daquele senhor simples e que aparentemente tinha uma função “menos espiritual”, fomos completamente tocados pela presença de Deus e começamos um período de oração por aquele acampamento.

Lembrem-se que por trás de uma atividade que podemos julgar como não espiritual pode estar um servo de Deus buscando ser escravo de todos. Afinal, quem quiser ser grande, que seja o menor (Mt. 20:26-28), à semelhança do Filho de Deus.

Na visão bíblica não existe “crente comum”, existem discípulos de Jesus, alguns chamados para instruir outros na fé e outros sendo instruídos para o aperfeiçoamento de suas vidas cristãs, tornando-os aptos para servir e, consequentemente, a Igreja ser edificada. E volto a ressaltar que este serviço é um privilégio de todos os crentes. Não é de forma alguma um “favor” que alguém faz para outrem. A Igreja do Senhor não é composta de pessoas que prestam favores as outras. Muito pelo contrário, é formada por discípulos que tem o privilégio de servir a Deus! Privilégio!

Vemos, portanto, que o objetivo de alguém vocacionado para instruir vai muito além de um sermão de domingo para motivar pessoas para a semana e que “crente comum” na verdade não existe. Reduzir a realidade do cristão a vir para igreja e ouvir uma mensagem que simplesmente o anime para a semana é diminuir em muito aquilo que Cristo espera de Sua Igreja.

André Anéas

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comissão

Mateus 28:11-20

Enquanto as mulheres estavam a caminho, alguns dos guardas dirigiram-se à cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Quando os chefes dos sacerdotes se reuniram com os líderes religiosos, elaboraram um plano. Deram aos soldados grande soma de dinheiro, dizendo-lhes:

“Vocês devem declarar o seguinte: ‘Os discípulos dele vieram durante a noite e furtaram o corpo, enquanto estávamos dormindo’. Se isso chegar aos ouvidos do governador, nós lhe daremos explicações e livraremos vocês de qualquer problema”.

Assim, os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido instruídos. E esta versão se divulgou entre os judeus até o dia de hoje. 

Os onze discípulos foram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes indicara. Quando o viram o adoraram; mas alguns duvidaram.

Então, Jesus aproximou-se deles e disse:

“Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Alguns detalhes sobre o texto…

Ao relatar este famoso texto, muito conhecido por “Grande Comissão”, é de fundamental importância notar que tanto Mateus como Marcos o colocam como uma das últimas falas do Senhor, antes de sua ascensão aos céus. Ora, olhando toda a passagem de Jesus por esta terra, todos os acontecimentos (milagres, curas, diálogos, ensinos, ceia com os discípulos, traição, julgamento, crucificação, morte, ressurreição), é nítido que as últimas instruções tem muita importância, pois seriam as últimas falas ouvidas de Cristo aqui na terra. Entendo que se Jesus deixou alguma orientação pouco antes de sua ascensão aos céus, esta orientação deve ser observada com especial atenção.

Jesus ao instruir os onze de que suas ordenanças deveriam ser divulgados e ensinadas de forma global, nota-se uma certa ironia do escritor bíblico. Pouco antes, no evangelho de Mateus, é relatada a tentativa de evitar que houvesse qualquer tipo de repercussão da ressurreição de Jesus. Um “plano” é elaborado. E um plano é um plano. Trata-se de uma estratégia articulada entre os chefes dos sacerdotes, os líderes religiosos e mais os soldados romanos subornados para que esta história de que Jesus ressuscitou não tivesse espaço entre os judeus.

O plano foi traçado e executado. Segundo Mateus, a versão falsa da ressurreição foi a mais divulgada entre os judeus. E é aqui que entra a ironia de Mateus, pois logo em seguida vem o texto em que Jesus diz que nações deveriam ser alcançadas. Quem poderia imaginar que neste contexto, em que um plano para divulgação da versão falsa sobre a ressurreição teve tamanho sucesso, ao ponto dos judeus até hoje, dois mil anos depois, não crerem que Jesus está vivo, a fé no Cristo ressurreto poderia ser tão amplamente conhecida entre as nações a partir de apenas onze homens?

A resposta se encontra na autoridade que está em Cristo Jesus (19a). Mesmo com os impedimentos relatados no texto, seja por conta da versão falsa, a pouca mão de obra para tal tarefa e até a incredulidade de alguns, ou por tantos outros impedimento históricos, Jesus se fez e continua se fazendo conhecido.

Sabemos que é graças a autoridade que está em Cristo, o Filho de Deus, que Sua mensagem se faz conhecida. Mas, também é graças a esta autoridade que Seus discípulos podem fazer parte deste processo de expansão do reino de Deus. No início eram apenas onze e, mesmo como número reduzido, para glória de Deus, não dependia deles, mas da autoridade de Cristo. E assim, o reino de Deus foi se expandindo. Tudo é sobre Ele e pela graça Dele pessoas são usadas por Ele, apesar de quem são.

André Anéas

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