Disposição para Enfrentar as Crises [Intimidade com Deus – De Mãos Dadas com o Senhor]

Entendemos que ter uma entrega total e nos desvincular do pecado são fatores que nos levam a uma vida mais íntima com Deus. Porém, quando entregamos nossa vida por completa nas mãos de Deus e buscamos ter uma postura de santidade, reconhecendo a graça e misericórdia de Deus, somos levados para as mãos do oleiro. No processo de transformação a que somos submetidos nos deparamos com muitas crises. Estas crises podem soar muitas vezes como algo negativo e dificilmente conseguimos entender o porquê de passarmos por elas. A explicação por não termos explicação é muitas vezes o reflexo do Deus que estamos nos relacionando, porque Ele vê o que nós não vemos e nos conhece melhor do que nós mesmos.

Podemos falar sobre perseguições que sofremos por sermos crentes, por situações em nosso dia a dia que nos levaram a tomar decisões (no trabalho, em casa, na igreja), por conflitos internos, etc. Nestas situações precisamos muitas vezes ir para nossa “caverna”. Vamos precisar buscar o Senhor no íntimo. O crescimento espiritual em nossas vidas se torna uma realidade quando somos submetidos a crises. Todos os grandes homens de Deus passaram por isso. Abraão com Isaque, Davi sendo perseguido por Saul, Elias na caverna com medo de Jezabel, Daniel na cova dos leões… Todas estas “crises” os tornaram mais íntimos de Deus.

Um excelente exemplo de crise é a de Jó. Talvez você esteja achando que atingiu o nível suficientemente bom. Está em uma zona de conforto em relação a sua espiritualidade. Ele estava em uma posição excelente! Servo do Deus vivo, com ações exemplares. Realmente Jó era acima da média, pois a Palavra de Deus assim declara. Porém, era esperado algo a mais dele. Deus sabia que Jó poderia subir um nível a mais no quesito intimidade com Deus. Leiam o que ele mesmo declarou no desfecho desta etapa de sua vida:

Então Jó respondeu ao Senhor: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado.
Tu perguntaste: ‘Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento? ’ Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber. “Tu disseste: ‘Agora escute, e eu falarei; vou fazer-lhe perguntas, e você me responderá’.
Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”Jó 42:1-6

Por este motivo, se prepare para as crises na sua vida. Pois elas, embora pareçam obstáculos, são instrumentos nas mãos de Deus para uma vida mais profunda com o Senhor. Aceite-as na sua vida, confie no Deus para o qual você se entregou. Busque suas experiências com o Senhor, pois Ele deseja aprofundar este relacionamento contigo. Lembre-se que o Espírito Santo habita em você! Busque mais intimidade com o Espírito Santo, pois Ele é Deus e Ele estará contigo nas suas crises.

André Aneas

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1/6 – Relacionamentos Humanos [Intimidade com Deus]

2/6 – Deus Deseja um Relacionamento Íntimo com Você! [Intimidade com Deus]

3/6 – Entrega Total [Intimidade com Deus]

4/6 – Santidade [Intimidade com Deus]

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Santidade [Intimidade com Deus – De Mãos Dadas com o Senhor]

Quanto mais próximos de Deus, mais ele vai mudar nossas vidas! A mudança em nossas vidas, na vida no “nascido de novo”, deve ser uma realidade. Quando nos convertemos na direção de Cristo, de um relacionamento com Ele, nossa vida sofre uma mudança. Não tem jeito. Não existe conversão sem mudança de vida. Aquilo que idealizávamos ser antes de Cristo entrar na nossa vida é alterado no momento da conversão, pois neste dia, em que entregamos nossas vidas ao senhorio de Jesus, passamos a idealizar um André semelhante a Cristo, o João semelhante a Cristo, a Maria semelhante a Cristo. Existe uma mudança de mente. E esta mudança de perspectiva, nos leva a ter atitudes diferentes. Se esta mudança não é clara em você, com certeza existe algo de errado.

A partir do momento em que começamos a correr a corrida que nos é proposta, que passamos a nos relacionar com Deus, quando o pecado volta a fazer parte da nossa vida, passamos a ter um obstáculo em nosso relacionamento com Deus. O pecado mina nossas vidas, nos traz culpa, nos traz vergonha, nos traz um sentimento amargo. E neste momento de derrota e tristeza, a “nova criatura” percebe que ofendeu a Deus e que a relação com Ele foi afetada. O pecado nos separa Dele, pois Nele não há comunhão com o pecado. Neste momento o que nos resta é se humilhar diante Dele novamente, tomar posse do sangue de Cristo sobre as nossas vidas e receber o perdão pela graça de Deus. O arrependimento é essencial para termos um relacionamento íntimo com Ele.

João vai dizer em 1 João 5:18 que “aquele que é de Deus não peca” e também em 1 João 2:1 que “se alguém pecar existe um Advogado para nos perdoar”. Algo muito claro nos textos de João é que o pecado na vida daqueles que se relacionam com Deus é a exceção e não a regra. Quando o pecado se torna comum em nossa vida, quando o pecado não abala nosso relacionamento com Deus, é provável que este relacionamento já nem exista ou talvez nunca chegou a existir. Quando o pecado chega ao ponto de não nos abalar, é porque chegamos ao ponto da Palavra de Deus não ser, definitivamente, a realidade das nossas vidas.

Algo que tem afetado esta geração é se conformar com a ideia de pecar e achar que está tudo bem, se apropriando da graça de uma maneira completamente equivocada, como uma muleta. Se vivemos achando que mais pecado aqui ou ali, que do jeito que está “da para levar”, pois a graça de Deus me perdoa, tenho uma péssima notícia. Este tipo de mentalidade não é incentivado em nenhum lugar das Escrituras e não é compatível com um cidadão do Reino. Em todos os instantes somos exortados a sermos santos como Ele é, a sermos irrepreensíveis como Ele é, a caminharmos em um caminho que nos leva a ser homens perfeitos, semelhante a Cristo.

Pedro, no final de sua segunda epístola cita as cartas de Paulo (que tratam muito sobre a graça), dizendo que os ignorantes e instáveis torcem as palavras de Paulo e também de toda a Escritura para própria destruição. No versículo 14 do capítulo 3 de 2Pedro, entretanto, é dito: “para serem encontrados em paz, imaculados e inculpáveis”. Paulo diz que onde abundou o pecado superabundou a graça e continua com a pergunta: “continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!”. Hebreus 10:19-31 também nos traz um clara ideia da perspectiva bíblica acerca de como o pecado deve ser encarado pela nova criatura.

1 Pedro 1:16 pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”

André Aneas

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2/6 – Deus Deseja um Relacionamento Íntimo com Você! [Intimidade com Deus]

3/6 – Entrega Total [Intimidade com Deus]

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Entrega Total [Intimidade com Deus – De Mãos Dadas com o Senhor]

Quando nos relacionamos com Deus, precisamos em primeiro lugar ter a compreensão de que não estamos tratando de um relacionamento com qualquer pessoa. Estamos lidando com Deus, o Criador, o Todo-Poderoso, O Deus-Santo. Ele é completamente Santo, perfeito, imutável. Não existe um erro em sua essência, não exista nada que o contamine, que fira seu Ser. Ele É, nunca foi criado e nunca deixou de existir.

Diante de Deus nós precisamos perceber que é pela sua graça que nos aproximamos Dele. Não existe ninguém que chega diante de Deus, sem ser consumido, senão pela graça e misericórdia. Este fato precisar estar claro em nossas mentes. Outra verdade que precisa fazer parte desta relação é que mesmo este Deus sendo tão grandioso, Ele tem interesse em se relacionar conosco. Diante de quem estamos falando – Deus –, e tendo em vista que Ele deseja ter um relacionamento profundo conosco, se torna necessário uma entrega total, uma total submissão. Afinal, como responder a esta graça? A única resposta a darmos para ela, para este Deus que entrega tudo por nós, é que: “nada temos a oferecer, porém tudo o que temos é Seu!”. É um processo de humilhação.

Deus revela seu desejo de ter um povo completamente rendido a Ele, entregue a Ele. A proposta do cristianismo é algo radical, pois se trata de “perdermos” nossa vida para vivermos a vida de Cristo, nos tornando a cada dia mais semelhantes à Ele. Por isso, nosso relacionamento com Ele deve ser pautado em uma entrega total, sem que nada nos prenda, senão Ele!

Mas o que implica esta entrega total? Temos um exemplo quando o jovem rico diz que deseja seguir ao Senhor. A sua riqueza o prendia a este mundo a tal ponto dele se entristecer no momento em que Jesus o pede para vender tudo e dividir com os pobres. O coração daquele menino estava preso as riquezas, porém, viver com Cristo implica em abandonar TUDO por Ele. Jesus afirma que Ele veio ser motivo de “espada” (Mateus 10:34-39), pois o simples fato de segui-lo, implica em nadarmos contra a correnteza de TUDO o que é contrário a Cristo.

A cada dia com o Senhor, quanto mais próximo de Deus, mais seremos transformados por Ele. Alguns cristãos de hoje em dia dão o limite de até onde Deus pode ir. “Entra na minha família, mas não no meu trabalho”, “Entra no meu trabalho, mas não no meu computador”, “Entra na minha igreja, mas não em todos os meus pensamentos”, “Entra no meu carro, mas não no meu rádio”…

A entrega deve ser total. Não há negociação!

André Aneas

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2/6 – Deus Deseja um Relacionamento Íntimo com Você! [Intimidade com Deus]

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Deus Deseja um Relacionamento Íntimo com Você! [Intimidade com Deus – De Mãos Dadas com o Senhor]


Ao olharmos o momento antes de Deus ter criado o homem, vivem o Pai, o Filho e o Espírito Santo em total comunhão, total satisfação, total intimidade, não tendo a necessidade de nada! Deus nunca precisou criar-nos para poder chegar em seu “ápice”. A Trindade sempre foi autossuficiente.

Mesmo assim, Eles decidem fazer o homem a imagem e semelhança Deles. E assim o fazem concluindo que foi algo “muito bom”. Deus não somente fez o homem, mas habitou com ele. Ao ler o relato bíblico se percebe que Deus coloca o homem em um jardim, o jardim do Éden. Ali o homem e Deus se relacionam em total intimidade, sem nenhuma vergonha. O homem e seu Criador passeavam no jardim ao entardecer, na viração do dia.

Podemos nos perguntar sobre o que eles falavam. Talvez Adão e Eva contavam como foi dia, o que eles tinham descoberto, o que eles tinham conseguido inventar, utilizando da criatividade que Deus colocou neles. Eram seres fantásticos e Deus gostava de estar ali, era apaixonado pelo homem, por sua criação. Deus via e interagia com sua criatura, com Sua imagem e Sua semelhança.

Este é o exemplo perfeito do que é o relacionamento idealizado por Deus. Um relacionamento sem medo, sem culpa, sem nenhum constrangimento, sem nada para impedir que a cada dia eles se amassem mais e mais. Desfrutavam de total liberdade para conversar, para interagir, uma comunhão perfeita.

O que me chama a atenção nesta parte da história é a maneira do Senhor mostrar para o homem o que Ele espera deste relacionamento. Em uma das manifestações da Sua graça, o Senhor coloca a árvore do bem e do mal no CENTRO do jardim e diz para o homem não comer dos frutos desta árvore. O Senhor poderia ter colocado a árvore em um local escondido, ou então, ter feito uma árvore menos atraente e com frutos menos “tentadores”, mas não. Deus coloca esta árvore no MEIO do jardim exatamente como na descrição bíblica, com frutos bons para comer a atraentes aos olhos. Nesta cena, percebemos que Deus anseia por um amor sincero, um amor genuíno.

Se o homem não tivesse opção de amar ou não amar a Deus, no que se basearia este amor? Certamente este amor não teria graça. Mais ainda, se Deus fizesse o jardim, todas as coisas da criação e o homem para tomar conta de tudo e este homem fosse programado para amar a Deus, sem opção por reconhecê-lo e amá-lo livremente, o homem seria um robô, pré-programado e o amor entre Deus e o homem seria algo artificial.

Entretanto, sabemos que a árvore estava lá, em destaque, e este fato nos revela que o anseio de Deus era que o homem o amasse livremente, espontaneamente, sinceramente e verdadeiramente. A graça aqui se torna muito mais graça, pois Deus em sua soberania faz o homem mesmo sabendo de seus erros futuros. Deus escolhe, decide fazer o homem, não abrindo mão de nada na criação, mesmo sabendo que o homem iria falhar, pois existia a possibilidade de escolha.

Ao continuarmos a observar a revelação de Deus para com o homem, vemos Deus como o Deus da aliança. Deus vai ao encontro do homem ao longo da história. Nóe, Enoque, Abraão, Isaque e Jacó, José, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Salomão, Elias… Vemos Deus fazendo alianças, formando o seu povo, querendo que eles sejam Dele e Ele seja deles. Um Deus zeloso, cuidadoso. Um Deus que em até nos seus atos de castigo revela seu amor.

Hoje, ao contrário do início, não existe uma árvore no meio do “jardim” da nossa vida, para escolhermos pecar contra Deus. Vivemos em um mundo em que “árvores para pecar” estão espalhas em todos os lados, a nossa vista dia-a-dia, desde o dia em que nascemos. Porém, hoje Deus coloca no centro deste “jardim” (ou selva) a cruz de Cristo, inclusive dividindo a história. Para todo aquele que crer tenha a vida eterna e possa voltar a se relacionar com Deus. O povo de Deus, os cristãos, são a luz para este mundo, e luz chama a atenção. Em mais uma manifestação de Sua graça, a maior, Deus deixa em evidência a morte do Seu único filho para que TODO aquele que Nele crer não se perca, mas tenha a salvação.

Deus continua querendo se relacionar com o homem. Diante de Deus todos já são indesculpáveis, pois toda criação revela Deus. Mesmo assim, o último ato de Deus para humanidade é um acontecimento único e inesperado, por se tratar de uma divindade. Quem poderia dizer que Deus morreria por você? Quem poderia dizer que Deus entregaria tudo o que tem, para morrer uma morte tão catastrófica por seres que escolheram se rebelar? Mesmo assim, Ele o fez por nós, em prol de um relacionamento sincero, de amor. Se percebe que Deus nos ama não somente por ter nos criado, mas por nunca ter desistido de se relacionar conosco, chegando a sua expressão máxima quando Cristo morre em nosso lugar. Novamente vemos que a morte de Cristo na cruz é um ato de graça, mas que ultrapassa nossa compreensão uma vez que muitos à ignoram, mesmo estes sendo alvos do amor do Senhor.

Quando olhamos para tudo o que Deus fez na história, seria correto afirmarmos que o nível de intimidade que Ele deseja ter conosco é de alguma maneira diferente do “nível máximo”? Acredito que não. Quando olho a revelação bíblica vejo Deus em toda sua glória se esvaziando de si mesmo para ter um encontro com a humanidade. Mas não um encontro qualquer. Um encontro do Deus Santo com seu povo. Vejo um Deus Santo que age na história para se relacionar conosco de maneira íntima, profunda e eterna!

Sabemos que Deus deseja um relacionamento íntimo conosco. Porém, no que implica ter um relacionamento íntimo com Deus?

André Aneas

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1/6 – Relacionamentos Humanos [Intimidade com Deus]

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Relacionamentos Humanos [Intimidade com Deus – De Mãos Dadas com o Senhor]

Introdução

O ser humano é um ser relacional. Foi feito para se relacionar. Quando olhamos ao nosso redor fica claro que somos seres que vivem em sociedade. A associação com outros homem e mulheres é algo essencial em nossa vida, é substancial. Esta verdade fica estampada no momento em que Deus diz “não é bom que o homem esteja só” e “sede fecundos e multipliquem-se”.

Ao olharmos para os nossos problemas e dificuldades percebemos que muitos deles, se não a maioria, tem algum tipo de relação com nossas interações com outras pessoas ou com a falta delas. Não me dou bem com meu irmão, mãe, mulher, filhos… Houve um mal entendido aqui e por isso o “fulano” não fala mais comigo… As pessoas tem inveja do outro, se orgulham em cima dos outros, fazem fofoca dos outros, maltratam os outros, são falsas com os outros… Quantos casamentos baseados na artificialidade, falsidade e redes de mentiras? Quantas famílias? Esta dificuldade é um fato. O ser humano é um ser difícil de lidar.

Creio eu que o maior responsável por esta deficiência é o pecado. Com a queda da raça humana nos tornamos orgulhos, egoístas, invejosos, rebeldes, desconfiados, incapazes de receber o bem do próximo. Esta situação está estampada em nosso dia a dia desde o tempo de Caim, na ocasião em que ele eliminou 25% dos seres humanos da terra.

Para piorar a situação, quando olhamos para o nosso ser, sentimos a necessidade de nos abrirmos com alguém. Existe algo dentro de nós que tem necessidade de poder dividir nossa realidade com outro alguém, sem utilizar nenhuma máscara, ao contrário, sendo nós mesmos. Uma pessoa que se fecha acaba enfrentando muitos problemas, pois acaba não sendo verdadeira, em sua totalidade, com ninguém.

Esta intimidade não é relevante somente nos momentos difíceis da vida, mas igualmente nos momentos positivos. Poder elogiar, se divertir, investir tempo de qualidade, investir carinho, comunhão, algo sincero e genuíno. Não ter medo de ser quem você é. Ser íntimo de alguém, tendo total liberdade. Isto pode ser um escândalo para alguns em uma época tão individualista e artificial, mas para aqueles amigos de verdade, aqueles casais eternamente apaixonados e confidentes, aquela família unida e extremamente ligada uns com os outros, não há nada igual a esta “entrega total”.

Mas diante da real situação da queda, que potencializa nossa dificuldade relacional (e muito), como ter alguém para se abrir, tendo intimidade suficiente, sem nenhuma desconfiança? Concordo com vocês. É uma situação complicada. A intimidade, muito embora seja fundamental (mais ainda no meio familiar), se torna um alvo distante na vida de muitos.

Relacionamento com Deus

Porém, gostaria de falar sobre o relacionamento do ser humano com Deus. Da mesma maneira que me relaciono com as pessoas ao meu redor eu posso me relacionar com Deus. Posso fingir ser alguém perante Deus e, pior ainda, posso acabar acreditando neste “fingimento” e viver a vida convencido de que tudo vai bem. Quantos de nós não temos tido relações assim com o nosso próximo? Vamos “empurrando com a barriga”, evitando “colocar o dedo na ferida”, vivendo de aparências, mas sem nenhuma profundidade e qualidade. Dentro da igreja esta situação também pode ser verdadeira. Omitimos a verdade em favor de um suposto “amor”. Deixamos de lado aquilo que é verdadeiro, pelo bem social em que estamos inseridos.

O problema é que enganar pessoas é algo viável. Nos enganar é algo possível. Agora, é impossível enganar o Todo Poderoso e dono da igreja. Por mais que tenhamos a intenção de nos camuflarmos perante Deus ou de até nos omitirmos, Ele sabe exatamente aquilo que está dentro de nós. Nossas intenções, nossos sentimentos, nossas emoções.

Na esfera humana, normalmente, ambas as partes tem algum tipo de culpa nos problemas relacionais. Agora, no que tange o relacionamento íntimo com Deus, de quem é a culpa?

André Aneas

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