Introdução [“Independência” é Morte]

“Eles foram convencidos pelo discurso de Gamaliel…” – Atos 5:40 [leia Atos 5:17-41]

Estado de “Independência”

Durante toda minha vida, nestes quase 25 anos, pude perceber que existe algo no ser humano que é um “combustível” para ele viver, uma grande motivação. Isto fica muito claro para mim quando observo a história. Em quantas guerras o homem já se envolveu? Quantos já morreram por conta de algum “ideal”? Quantos povos, tribos e nações envolvidas em algum tipo de conflito? Qual seria o porquê de toda história de guerras e conflitos entre os homens? Parte destas minhas percepções está baseada em filmes de guerras (medievais, modernas…), documentários, leituras sobre história. E quando nós olhamos para a história, em meio a todos estes conflitos, é praticamente certeza que encontraremos uma palavra: “independência”. Muitas vezes esta independência é transfigurada na palavra liberdade. Não basta somente irmos até um dicionário para entendermos o que esta palavra significa, pois não seria possível que somente seu significado motivasse homens pela história a bradarem por independência (ou liberdade), a ponto de entregarem suas vidas por um “ideal”. A questão não é e nunca foi a independência em si, mas sim o estado proporcionado por ela.

Deixando de lado a conquista pela conquista e a glória pela glória, almejada por muitos, o homem em geral luta por independência pelo estado de liberdade proporcionado por ela. Não se trata de algo superficial, mas de profundidade imensa! O estado de independência é um combustível significativo na vida do homem. A liberdade de trabalhar e fornecer condições dignas para sua família viver, educando os filhos, amando sua esposa e desfrutando da vida sem o julgo de algo “opressor” é algo que mexe de tal maneira com as emoções humanas que levaram muitos a declararem: “independência ou morte”. O estado de “independência” nos dá a clara ideia de um estado de plena satisfação, de plena realização, de que tudo foi conquistado e o que resta é desfrutar/viver dentro deste estado de perfeita paz. É interessante pensarmos que a morte é a segunda opção. O mais importante para os que bradaram esta frase é que se não for para se alcançar este estado de “independência” melhor seria morrer. Porém, ao viver neste estado, creio eu que, se a escolha do futuro ficasse a cargo do homem, com certeza, a imortalidade seria a principal escolha (a se ver por aqueles que buscam conquista pela conquista e a glória pela glória – já tendo alcançado a tempos a “independência”).

Grandes Líderes

Obviamente, no meio de tantas batalhas por “ideais” diversos, que de uma forma ou de outra, são águas cujas nascentes tem relação direta com “independência” e “liberdade”, quantos são os homens que se pudessem escolher sair do campo de batalha ou não manter vínculo algum com os “ideais” da causa pelejada assim o fariam? Sim, com certeza este número não é pequeno, pois o que nos chega muitas vezes é a parte romântica da história. Entretanto, o que dizer dos grandes líderes? Independente do romanticismo, algo é notório. Muitas vezes o desejo pela liberdade e pela conquista de uma “independência” que leve o povo, tribo ou nação em questão a desfrutar de um estado de paz é tão elevado que praticamente pode ser personificado nestes líderes. Che Guevara, Nelson Mandela e William Wallace são alguns exemplos. Este último, famoso guerreiro escocês (do filme Coração Valente), dizem ser seu este verso: “Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão, meu filho”.

Características dos Grandes Líderes

Vocês podem me perguntar: o que isso tudo tem a ver conosco? Não quero fazer apologia a nenhuma ideologia aqui, senão somente ao evangelho do Senhor Jesus. Mas existem algumas características notórias nestes grandes nomes da história, se assim podemos dizer. Primeiro: Todos são completamente apaixonados por aquilo que lutam (emoção). O desejo pelo estado proporcionado pela “independência” em questão inflama suas vidas a ponto de se entregarem pela causa, lutando até a morte se necessário; Segundo: Todos estão convictos de suas “causas” (razão). A convicção é tamanha que investem suas vidas, correndo risco de morte, para alcançar seus objetivos; Terceiro: A paixão e convicção são tão grandes que inspiram seus liderados. O “fogo” que os inflama incendeia todos ao redor, gerando a mesma intensidade nos “compatriotas” de causa. Paixão, convicção e inspiração. Três palavras que tem tudo a ver com os grandes bramadores de “independência ou morte”.

André Aneas

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