Eclesiastes 5.1-7 x Salmo 66: Temor e Adoração

temor
Eclesiastes nos faz um alerta sobre o temor necessário que devemos ter ao se aproximar de Deus (aqui “Casa de Deus”). O texto nos traz alertas referente aos tipos de práticas recomendadas diante de Deus e, entre elas, podemos destacar: ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de “tolos”, não nos precipitar em dizer algo a Deus (devido a grandeza Dele e nossa pequenez), cumprir os votos feitos ao Senhor (o autor ainda diz que melhor é não fazer voto, do que fazer e não cumprir) e em ter cuidado em relação a consentir que a nossa boca nos culpe de algo. Em resumo, este trecho ressalta a necessidade de possuirmos temor diante de Deus.

No Salmo 66, o salmista entre os versículos 1 e 12 coloca diversos motivos que nos levam a reconhecer a grandeza de Deus e a nos colocar em nosso lugar (completamente diferente do de Deus). Todos estes motivos nos levam a ter temor, pois percebemos a grandeza de Deus e nossa pequenez. Entre os motivos, são colocados grandes feitos de Deus, como por exemplo: Seu governo eterno, Aquele que preserva a vida e alma, conversão do mar em terra, etc.

O temor que é gerado através das afirmações sobre Deus em Salmo 66 é semelhante ao de Eclesiastes. Porém, em Eclesiastes, o temor “nasce” da exortação do escritor na maneira como devemos nos comportar perante Deus. Já em no Salmo 66, O temor “nasce” de afirmações que revelam quem Ele é através de Seus feitos.

A partir do versículo 13 do Salmo 66, o salmista começa a descrever as ações que o adorador deve ter perante Deus, chegando a citar um tema igual ao de Eclesiastes 5:1-7: pagamento de votos. A exortação para se adorar a Deus das maneira descritas (holocaustos, com palavras, pagamento de votos, etc.) são fruto da certeza de quem se está adorando, ou seja, quem Ele é. Fica claro que é um adorador temente a Deus que possui suas orações atendidas e a graça do Senhor permanece neste (Salmo 66:19-20).

Devido ao temor, pré-requisito para quem se achega a Deus, ambas passagens nos incentivam a uma adoração consciente, profunda e sincera. A hipocrisia ou culto religioso somente exterior está fora de cogitação. A certeza de quem Ele é, é fundamento para o adorador e temor é necessário.

André Anéas

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