Resistência [Cristãos Imprevisíveis]

resistênciaSemelhantemente ao que acontece com Elias, podemos ser levados pelo Espírito a denunciar o quanto a igreja não tem cumprido seu propósito. Denunciar o quanto o pecado está sendo tolerado. O quanto a igreja está distante da intimidade e profundidade com o Senhor que deveria estar. E, infelizmente, muitas vezes nos depararemos com Acabes e Jezabeis, que desejam nos silenciar.

Quando buscamos fazer a vontade do Senhor de maneira plena, sendo guiados pelo Espírito Santo, é comum percebermos ao nosso redor inveja, pessoas frustradas com suas própria vidas nos criticando. Pessoas que nunca se posicionam, mas para apontar o dedo e dizer um monte de bobagem sobre um monte de coisas desconhecidas para elas são as primeiras a se posicionarem firmemente.

Não sei para onde o Senhor vai te levar nestes momentos. Se para uma caverna, se para uma fornalha. Mas, não desista! Não pare a corrida que nos é proposta (Hebreus 12:1)! Persevere até o fim, ame as pessoas que criticam, ore por elas para que tenham experiências com Deus e passem a esperar com expectativa aquilo que Ele faz nos nossos dias!

“A unção nos confere grande ousadia, deixando-nos cheios de coragem. É a unção que faz a diferença entre uma fé acadêmica e uma fé ardente. Quero alertá-lo de que essa fé ardente sempre irrita a outra.” (Evangelismo por Fogo – Reinhard Bonnke)

Andre Anéas

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1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

3/9 – Elias: profeta imprevisível [Cristãos Imprevisíveis]

4/9 – Teoria versus Prática [Cristãos Imprevisíveis]

5/9 – Igreja é para os de fora! [Cristãos Imprevisíveis]

6/9 – E  dentro da igreja? [Cristãos Imprevisíveis]

7/9 – Espírito Santo [Cristãos Imprevisíveis]

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Democracia, dep. Feliciano e Princípios

Até o presente momento posso expressar minha opinião. Ora, não podia ser diferente em um Estado Democrático de Direito, o qual possui uma Constituição que me garante a liberdade de expressar minha opinião. Pelo menos por enquanto é assim que funciona no Brasil…

Não conheço o passado plenamente, tão pouco o futuro (além daquilo que pela fé leio na Bíblia). O presente conheço com base nas informações que possuo. Com certeza não sou detentor da verdade, mas prezo por ela, anseio por ela, a desejo! Infelizmente a “verdade” já esteve em melhor estima. Hoje não se encontra facilmente pessoas que a apreciem.

Acerca do que tem acontecido em Brasília, especificamente na Comissão de Direitos Humanos, encontro algumas verdades.

Primeira verdade: Assistindo ao vídeo acima (e outros) e muito atento as notícias que cercam o deputado Marco Feliciano, o vejo pressionado. Muito por sinal. Como disse o Danilo Gentili, o deputado está “no olho do furacão”. Esta é uma verdade incontestável.

Marcos Feliciano

Segunda verdade: É verdade também que existem muitas pessoas, especialmente o movimento LGBT, que desejam veementemente a renúncia de Marco Feliciano do cargo de presidente da comissão. Alegando ser ele racista e homofóbico, de maneira MUITO incisiva e não tão democrática, ordenam a saída dele.

Terceira verdade: É verdade que Marco Feliciano foi eleito para ser deputado e eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos. Neste cargo, as opiniões pessoais de Marco Feliciano pouco importam, uma vez que ele não vota.

Quarta verdade: Não existe NADA que comprove que o deputado é racista e NADA que comprove um comportamento homofóbico. O mais perto que existe é a declaração sobre uma teoria teológica sobre um dos filhos de Noé, exposta pelo deputado no twitter. Mas daí a chamar ele de racista é um gesto descabido.

Quinta verdade: Marco Feliciano teve oportunidades de esclarecer que não é racista e nem homofóbico. Isto está bem claro a meu ver e não existe margem alguma para dupla interpretação.

Dadas as verdades, me pergunto o porquê de tanta revolta por parte dos manifestantes no vídeo acima. Ora, por que agir de maneira tão enérgica e ofensiva? Por que houve tão poucos cidadãos de bom senso para tentar retirar os desordeiros da sala, enquanto o outro deputado tentava protocolar um processo? Não sou conrinthiano, mas até onde sei, existem brasileiros sendo torturados na Bolívia, e me pareceu um assunto bem sério. O que daria o direito de pessoas ofenderem de maneira tão hostil o presidente eleito da Comissão de Direitos Humanos, com gritos de “racista” e “homofóbico” infundados ou, no mínimo, muito bem esclarecidos (vide a posse do mesmo como presidente e as entrevista na TV)?

O que vejo no vídeo é uma atitude desordeira, beirando a anarquia. Gritam que “a casa é do povo”. Eu sou parte do povo e voto para que me representem lá. Mas com certeza não tenho nada a ver com o “povo” que gritava e atrapalhava a reunião.

Me pergunto o porquê de ninguém agir. Muito provavelmente, o PT está por detrás disso. O jogo político faz muito sentido. Abrir mão da Comissão de Direitos Humanos, desviar a atenção da mídia para o PSC assumindo a Comissão de Direito Humanos e, por fim, eleger dois condenado pelo STF. Não me surpreenderia que o próprio PT financiasse a algazarra desrespeitosa na plenária. Afinal de contas, quem no Brasil tem tempo para ficar em Brasília ofendendo alguém sem provas e de graça? Eu preciso trabalhar para pagar minhas contas.

Dentre todas as verdades, uma em especial não sai da minha cabeça, a primeira. Hoje casado, imagino como deve estar a vida familiar do deputado Marco Feliciano. Não duvido dele estar sofrendo a maior pressão de sua vida. Como já disse, não conheço a verdade de maneira plena, mas acho muito improvável que alguém se coloque na situação em que ele está por dinheiro ou fama. Ser acusado todos os dias, ter a família envolvida indiretamente (na escola, amigos, etc.), uma exposição negativa excessiva, enfim. São muitos pontos negativos que fariam qualquer um nunca escolher trilhar o caminho de Feliciano de modo deliberado.

Eu acredito nos mesmos princípios cristãos de Marco Feliciano e muitos outros. Agradeço a Deus por existir quem defenda estes princípios, seja de forma a nos dar liberdade para expressa-los (igreja e família) ou votando contra leis que os violem. Agora, uma vez que vivo em um país laico e em um Estado Democrático de Direito, tenho de respeitar opiniões diferentes das minhas. Isto é DEMOCRACIA. Aceitar que existam representantes que pensem diferente de mim. O que vejo no vídeo acima é qualquer outra coisa, menos DEMOCRACIA. O que vejo neste vídeo é intolerância, desrespeito e muita violência verbal.

Me compadeço do deputado Marco Feliciano. Dentro daquilo que conheço por verdade, sofro com ele. Até porque sei que a perseguição tem como alvo principal as opiniões dele, iguais as minhas. Convicções que fazem parte de princípios do reino de Deus. Acredito que estes princípios são os melhores para nossa sociedade. Acredito que viver baseado em princípios do reino de Deus nos leva para longe da iniquidade, nos fazendo viver para àqueEle que nos dá moral.

Triste é pensar que muitos dos que se dizem parte do reino de Deus estão neste momento escondidos, criticando, julgando, sem agregar nada, sem expor a face para o tapa, rindo covardemente. Não sejamos assim. Ao contrário, que possamos nos unir em oração por nosso país, por nossa nação, por nossos deputados e por nosso irmãos, políticos ou não, que se expõem, atingindo a sociedade com valores externos a existência humana, valores do Criador.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céusMateus 5:10

Oro por Marco Feliciano como irmão em Cristo. Para que o Espírito Santo o dê sabedoria, força e PAZ em Cristo Jesus.

Me posicionando,

Nunca em cima do muro,

Em Cristo,

André Anéas

Espírito Santo [Cristãos Imprevisíveis]

Espírito SantoPara sermos igreja e cumprirmos nosso propósito como igreja, precisamos, cada um de nós, ACREDITAR. Nossa fé nas Escrituras, na revelação Bíblica, nosso compromisso no caminhar cristão deve ser constante. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Se não existe fé, certeza e convicção de que Deus é de fato Deus, deixaremos de cumprir nosso propósito.

Pedro antes da descida do Espírito Santo negou três vezes a Cristo, mas após a vinda do Espírito em Pentecostes, ele era outro Pedro. Mais ousado, mais submisso a vontade de Deus e mais imprevisível. É necessário termos fé para cumprirmos nosso propósito como igreja, tanto lá fora como aqui dentro. Sermos igreja todos os dias e em todos os momentos. E, conforme Joel profetizou (Joel 2:28), que o Espírito de Deus seria derramado sobre toda carne, cumprindo-se em Pentecostes, hoje em dia precisamos receber deste Espírito em nossa carne. O Espírito Santo não foi somente para Pedro e os demais relatados em Pentecostes, Jesus desejou derramá-lo em outras vidas, conforme a Palavra ia sendo pregada. E esta mesma promessa é para nós!

Ser crente é ser levado para onde o Espírito Santo deseja. Assim foi com Jesus, Pedro, Paulo, Tiago, Timóteo e tantos outros. Não podemos nos conformar em levar vidas que não revelem Jesus em nós, que não se permitam ser SAL e LUZ. É imprevisível que em um mundo de trevas, mentiras, falsidades, engano e escuridão, exista um povo, o povo de Deus, a igreja do Senhor, que traz a bandeira do reino Dele, reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17). Um povo disposto a se expor as mais diversas situações para engrandecer ao Deus de nossas vidas! Um povo disposto a se colocar diante do Pai e ser levado pelo Espírito cumprindo o propósito da igreja aqui nesta terra, levando salvação aos perdidos, quebrando as correntes dos aprisionados e dando esperança aos desesperados!

Acredito que vamos nos sentir debaixo da vontade de Deus, desfrutando da paz Dele, somente quando cumprirmos Seu propósito. Ao sermos levados pelo Seu Espírito Santo, estaremos repletos da graça, do amor e da profundidade que Ele tem para nós!

André Anéas

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1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

3/9 – Elias: profeta imprevisível [Cristãos Imprevisíveis]

4/9 – Teoria versus Prática [Cristãos Imprevisíveis]

5/9 – Igreja é para os de fora! [Cristãos Imprevisíveis]

6/9 – E dentro da igreja? [Cristãos Imprevisíveis]

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E dentro da Igreja? [Cristãos Imprevisíveis]

Igreja é para os de fora, para sermos SAL e LUZ para eles. Mas e quando nos reunimos? Hebreus nos diz para não sermos como aqueles que não se reúnem como igreja (Hebreus 10:25). Mas e nestas reuniões? O que devemos esperar delas? Como elas devem ser?

Coerência. Temos em primeiro lugar de ser como somos lá fora. De que adiantaria ser igreja dentro de um prédio (levando em consideração que igreja somos nós), se lá fora sou totalmente diferente? Seria incoerente com você, comigo. Se conosco já fica complicado, quanto mais com o mundo a nos observar. Se somos igreja, pessoas levadas pelo Espírito Santo lá fora, quanto mais aqui!

de dentroAgora, também não podemos ser daqueles que na igreja, nos eventos, somos animados, dando a ideia de pessoas apaixonadas por Jesus, mas lá fora não somos nada disso. Se lá fora somos levados pela nossa carne, cuidado. 1 Coríntios 5:11 nos alerta sobre esta situação “não se associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, beberrão… Com eles nem comais”. Este ensinamento paulino tem muito a ver com o ditado popular: “uma laranja podre apodrece as demais”. A igreja, nós, temos de ser zelosos um para com os outros. Nos cuidar mutuamente para que sempre sejamos vigilantes sobre nossas vidas, nossa conduta. E, além disso, sabemos que Ele vem como ladrão, por isso precisamos sempre estar atentos!

Quando a igreja se reúne devemos ter expectativa de adorá-lo JUNTOS! Expectativa de ouvir Sua voz! Acredito que quando a igreja do Senhor está reunida algo acontece de maneira excepcional! É como se soldados que pelejavam voltasses para seu quartel general e pudessem ter um tempo de refrigério.

Não sei o que você espera de um culto ao Senhor de domingo. Mas nós deveríamos esperar o imprevisível! Pessoas curadas, o mover de Deus, adoração em Espírito e em Verdade e principalmente, Ele glorificado, exaltado por todos nós! Um local de profunda paz, de amor e alegria no Espírito Santo! O Reino de Deus implantado na terra!

É sobre nós, a igreja, que os portões do inferno não prevalecem!

André Anéas

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1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

3/9 – Elias: profeta imprevisível [Cristãos Imprevisíveis]

4/9 – Teoria versus Prática [Cristãos Imprevisíveis]

5/9 – Igreja é para os de fora! [Cristãos Imprevisíveis]

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Igreja é para os de fora! [Cristãos Imprevisíveis]

Muito da falta de ousadia, muito do que nos leva a não sermos nada parecidos com Elias em nossos “montes Carmelos”, nos lugares em que temos que nos posicionar e, mais ainda, influenciar pessoas a se posicionarem, é a falta de fé. Hebreus nos diz que sem fé é impossível agradar a Deus, pois aquele que se dirige a Deus precisa crer que Ele existe (11:6)!

Nossa própria descrença pode gerar em nós vergonha de nos posicionarmos, vergonha de dizermos que somos de Deus e vergonha principalmente de agir como pessoas compradas pelo sangue de Jesus. Falta de fé que nos leva a não termos certeza, ou então, agirmos como pessoas que não creem que o Espírito Santo habita em nós. Talvez, ao perceber que nada do que fazemos é movido pelo Espírito Santo, podemos chegar a conclusão de que fé está em falta em nossa vida. O que pode ter sobrado não passam de convicções teóricas ensinadas, mas não praticadas e vivenciadas. Esta é uma situação, mas existe outra pior.

A igreja dá desculpas para o mundo, pois não somos mais vistos como a igreja do Senhor. Tentamos anunciar Cristo de maneira fria, explicativa e por obrigação. Sem paixão, certeza do que acreditamos e o poder de Deus passa longe dos nossos argumentos lógicos. Aos poucos a igreja tem percebido sua hipocrisia, pois não consegue sustentar duas vidas diferentes. Pessoas que na igreja são de um jeito, mas lá fora são de outro. Estão inclusos nas desculpas comportamentos, falas e gestos impróprios de alguém que se diz nascido de novo. Afinal de contas, muitas vezes se tenta mostrar para os infiéis que não somos tão certinhos assim, como alguém que dá satisfação a alguém por “estar devendo”. Nas desculpas dizemos: “não podemos ser legalistas”, “não podemos julgar”, “não podemos trazer nenhum julgo pesado sobre ninguém”.

diferente

Ai que está o problema, se distorce a Bíblia para justificar a tentativa de justificar nossa falta de verdade sobre a fé que dizemos ter. E no meio de toda esta situação o mundo nos observa, pois “estamos cercados por grande nuvem de testemunhas”. E o mundo se pergunta: “por que na igreja você é de um jeito e lá fora de outro?” ou ainda “por que você é do mesmo jeito que eu?”, “somos tão parecidos…”.

Acredito que a igreja é para os de fora, pois temos de ser diferentes dos de fora! A igreja é para os de fora, pois ela é o sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-16). E ser sal é fazer diferença, conservar valores e princípios desprezados. Ser luz é ser referencial para quem está perdido. Agora, se nos moldamos aos padrões do mundo para ganhá-los para Cristo, além de estarmos usando nossa própria força, estamos engando e nos falta coerência. E como o mundo observa nossa coerência!

Precisamos entender que não é pela nossa força, mas pelo poder de Deus, pela Palavra, o Verbo Vivo! Na prática temos de viver vidas transformadas por Ele de fato e através de nós (com a graça e o Espírito Santo) Deus fará o inesperado, fará coisas imprevisíveis! Do contrário, não passaremos de pessoas que não convencem ninguém e que nos enganamos tão bem ao ponto de acreditarmos que ser cristão é viver de uma forma previsível.

André Anéas

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1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

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Teoria x Prática [Cristãos Imprevisíveis]

teoria versus prática

Nós como igreja, pessoas que formam o Corpo de Cristo, devemos nos auto examinar e verificar em nossas vidas se o que professamos que somos está na teoria ou de fato estamos praticando. Mais ainda, se praticamos, praticamos por completo ou separamos aquilo que nos convém de uma forma ou de outra.

Olhando para situação do monte Carmelo, quantos de nós naquele mesma situação não estaríamos como os profetas escondidos? E não digo isso apenas pensando em covardia ou amedrontamento da situação que poderíamos nos colocar. Mas sim de maneira deliberada. Raciocinando da seguinte maneira: “eu creio em Deus, sou servo do SENHOR, mas será necessário realmente correr o risco de ser morto?” ou então “seria sábio agir de uma maneira tola e me colocar em uma situação tão perigosa e me expor desta maneira?” ou ainda “será necessário ser tão radical, ‘fanático’ assim?”. Estas são perguntas que de maneira consciente ou inconsciente poderia passar por nossas cabeças. É fácil para muitos integrantes da igreja raciocinar desta maneira. É fácil e comum ver crentes que raciocinam desta maneira. E mesmo com este tipo de raciocínio a consciência não os acusa, pelo contrário, acreditam que ao vir a igreja de domingo, ouvir a palavra, de vez em quando falar do evangelho para alguém, de vez em quando orar um pouco mais que o normal, de vez em quando adorar a Deus de maneira mais intensa, de vez em quando parar e refletir quem é o SENHOR, de vez em quando se lembrar daquilo que Ele fez, de vez em quando acordar pela manhã e o primeiro pensamento ser Ele, de vez em quando se preocupar com uma vida de santidade, de vez em quando se lembrar da necessidade de ser uma boa testemunha de Cristo aqui na terra, de vez em quando chegar em casa e orar com sua família, de vez em quando investir tempo para falar das coisas do Reino de Deus em casa com os filhos, de vez em quando se lembrar que durante a semana ainda é preciso ter uma postura semelhante da que eu tenho na “igreja” de domingo, de vez em quando me dar conta que o Espírito Santo habita em mim e que Ele está em mim, seja na escola, na faculdade, em casa, no metrô, no carro, na rua, em um restaurante e por que não até mesmo na “igreja” ao domingo.

Teoria e prática podem não ter muito a ver. E não estou falando somente para crentes desviados ou que a chama do Espírito Santo está prestes a acabar, mas sim para muitos dos que acham que está tudo bem. Fazem tudo conforme o esperado, tudo acontece conforme tem de acontecer segundo a vontade deles e não de Deus. Crentes totalmente previsíveis e muito diferentes de Elias e também de Daniel, Moisés, Josué, Isaías, Pedro, João e do próprio Senhor Jesus.

A pergunta que fica é esta: será que crentes assim, previsíveis e “normais”, cumprem o papel da gloriosa igreja do Senhor? Será que a igreja do Deus Todo-Poderoso está refletida através da sua vida, que é igreja?

André Anéas

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1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

3/9 – Elias: profeta imprevisível [Cristãos Imprevisíveis]

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