Democracia, dep. Feliciano e Princípios

Até o presente momento posso expressar minha opinião. Ora, não podia ser diferente em um Estado Democrático de Direito, o qual possui uma Constituição que me garante a liberdade de expressar minha opinião. Pelo menos por enquanto é assim que funciona no Brasil…

Não conheço o passado plenamente, tão pouco o futuro (além daquilo que pela fé leio na Bíblia). O presente conheço com base nas informações que possuo. Com certeza não sou detentor da verdade, mas prezo por ela, anseio por ela, a desejo! Infelizmente a “verdade” já esteve em melhor estima. Hoje não se encontra facilmente pessoas que a apreciem.

Acerca do que tem acontecido em Brasília, especificamente na Comissão de Direitos Humanos, encontro algumas verdades.

Primeira verdade: Assistindo ao vídeo acima (e outros) e muito atento as notícias que cercam o deputado Marco Feliciano, o vejo pressionado. Muito por sinal. Como disse o Danilo Gentili, o deputado está “no olho do furacão”. Esta é uma verdade incontestável.

Marcos Feliciano

Segunda verdade: É verdade também que existem muitas pessoas, especialmente o movimento LGBT, que desejam veementemente a renúncia de Marco Feliciano do cargo de presidente da comissão. Alegando ser ele racista e homofóbico, de maneira MUITO incisiva e não tão democrática, ordenam a saída dele.

Terceira verdade: É verdade que Marco Feliciano foi eleito para ser deputado e eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos. Neste cargo, as opiniões pessoais de Marco Feliciano pouco importam, uma vez que ele não vota.

Quarta verdade: Não existe NADA que comprove que o deputado é racista e NADA que comprove um comportamento homofóbico. O mais perto que existe é a declaração sobre uma teoria teológica sobre um dos filhos de Noé, exposta pelo deputado no twitter. Mas daí a chamar ele de racista é um gesto descabido.

Quinta verdade: Marco Feliciano teve oportunidades de esclarecer que não é racista e nem homofóbico. Isto está bem claro a meu ver e não existe margem alguma para dupla interpretação.

Dadas as verdades, me pergunto o porquê de tanta revolta por parte dos manifestantes no vídeo acima. Ora, por que agir de maneira tão enérgica e ofensiva? Por que houve tão poucos cidadãos de bom senso para tentar retirar os desordeiros da sala, enquanto o outro deputado tentava protocolar um processo? Não sou conrinthiano, mas até onde sei, existem brasileiros sendo torturados na Bolívia, e me pareceu um assunto bem sério. O que daria o direito de pessoas ofenderem de maneira tão hostil o presidente eleito da Comissão de Direitos Humanos, com gritos de “racista” e “homofóbico” infundados ou, no mínimo, muito bem esclarecidos (vide a posse do mesmo como presidente e as entrevista na TV)?

O que vejo no vídeo é uma atitude desordeira, beirando a anarquia. Gritam que “a casa é do povo”. Eu sou parte do povo e voto para que me representem lá. Mas com certeza não tenho nada a ver com o “povo” que gritava e atrapalhava a reunião.

Me pergunto o porquê de ninguém agir. Muito provavelmente, o PT está por detrás disso. O jogo político faz muito sentido. Abrir mão da Comissão de Direitos Humanos, desviar a atenção da mídia para o PSC assumindo a Comissão de Direito Humanos e, por fim, eleger dois condenado pelo STF. Não me surpreenderia que o próprio PT financiasse a algazarra desrespeitosa na plenária. Afinal de contas, quem no Brasil tem tempo para ficar em Brasília ofendendo alguém sem provas e de graça? Eu preciso trabalhar para pagar minhas contas.

Dentre todas as verdades, uma em especial não sai da minha cabeça, a primeira. Hoje casado, imagino como deve estar a vida familiar do deputado Marco Feliciano. Não duvido dele estar sofrendo a maior pressão de sua vida. Como já disse, não conheço a verdade de maneira plena, mas acho muito improvável que alguém se coloque na situação em que ele está por dinheiro ou fama. Ser acusado todos os dias, ter a família envolvida indiretamente (na escola, amigos, etc.), uma exposição negativa excessiva, enfim. São muitos pontos negativos que fariam qualquer um nunca escolher trilhar o caminho de Feliciano de modo deliberado.

Eu acredito nos mesmos princípios cristãos de Marco Feliciano e muitos outros. Agradeço a Deus por existir quem defenda estes princípios, seja de forma a nos dar liberdade para expressa-los (igreja e família) ou votando contra leis que os violem. Agora, uma vez que vivo em um país laico e em um Estado Democrático de Direito, tenho de respeitar opiniões diferentes das minhas. Isto é DEMOCRACIA. Aceitar que existam representantes que pensem diferente de mim. O que vejo no vídeo acima é qualquer outra coisa, menos DEMOCRACIA. O que vejo neste vídeo é intolerância, desrespeito e muita violência verbal.

Me compadeço do deputado Marco Feliciano. Dentro daquilo que conheço por verdade, sofro com ele. Até porque sei que a perseguição tem como alvo principal as opiniões dele, iguais as minhas. Convicções que fazem parte de princípios do reino de Deus. Acredito que estes princípios são os melhores para nossa sociedade. Acredito que viver baseado em princípios do reino de Deus nos leva para longe da iniquidade, nos fazendo viver para àqueEle que nos dá moral.

Triste é pensar que muitos dos que se dizem parte do reino de Deus estão neste momento escondidos, criticando, julgando, sem agregar nada, sem expor a face para o tapa, rindo covardemente. Não sejamos assim. Ao contrário, que possamos nos unir em oração por nosso país, por nossa nação, por nossos deputados e por nosso irmãos, políticos ou não, que se expõem, atingindo a sociedade com valores externos a existência humana, valores do Criador.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céusMateus 5:10

Oro por Marco Feliciano como irmão em Cristo. Para que o Espírito Santo o dê sabedoria, força e PAZ em Cristo Jesus.

Me posicionando,

Nunca em cima do muro,

Em Cristo,

André Anéas

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Um pensamento sobre “Democracia, dep. Feliciano e Princípios

  1. Veja isso:

    Estamos próximos do dia de que existirá o “crime de opinião” e não poderemos mais ser livres para pensar.

    Não sou advogado do Marcos Feliciano, mas é evidente que ele está sendo injustiçado e caçado justamente para desviar o olhar da população sobre a realidade do nosso país.

    Enquanto todos estão chamando Feliciano de racista e homofóbico, ali do lado José Genoino e João Paulo Cunha, criminosos condenados no mensalão, assumiram cadeiras na Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes comissões do Senado. Veja link abaixo:

    http://www.diariojurista.com/2013/03/a-arte-de-fazer-sociedade-dar-atencao.html

    Marcos Feliciano emitir sua opinião teológica sobre os descendentes de Noé e sobre a prática homossexual é um crime digno de morte no Brasil, mas agredir membros de sua igreja, pratica de imoralidades na porta da igreja em que ele está pregando, xingamentos e humilhação pública não é, é apenas direito de opinião.

    Pera ae… agora estou confuso. No Brasil pode ou não pode ter alguma opinião? Ah, entendi… apenas um grupo pode ter opinião, um grupo chamado de perseguido e desfavorecido.

    O grupo que quer zelar pela família não pode… este grupo tem que aceitar tudo, caso contrário, pode ser preso por racismo e homofobia.

    Diante de tudo o que foi exposto aqui, ao meu ver, uma única solução: A Igreja de nosso Senhor Jesus precisa orar e não trocar a verdade pela mentira, pois mesmo que todos estejam fazendo o que é errado, o certo continua sendo certo.

    Oremos, pois tempos difíceis se aproximam…

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