Uma Grande Lição de Graça (40-48) [Por que se entregar a Deus?]

fariseuA parti deste momento, Jesus de uma maneira graciosa repreende o fariseu através de uma parábola. Digo graciosa, pois “Deus repreende e corrige aqueles a quem Ele ama”, conforme Hebreus 12:6. Acredito que o fariseu é como um filho com o coração endurecido. Para Jesus, ele é digno desta lição, repreensão e correção. O fato de Jesus ter se voltado ao fariseu revela amor e não indiferença. Portanto, creio que antes de taxarmos os fariseus, precisamos olhar com maior atenção a maneira do Senhor trata-los, pois graças a misericórdia de Deus eles foram advertidos e tiveram a oportunidade de voltar ao caminho de Deus.

Quando observo a misericórdia de Deus, penso sempre que o Todo-Poderoso poderia ter impedido a procriação do homem na queda, cortando o mal pela raiz. Ao contrário, foi misericordioso com TODOS (desde Adão). Por ter permitido que a raça continuasse viva e fértil, temos o maior ato de misericórdia, que tem sido renovada todos os dias, pois temos a chance de escolhermos por Ele, assim como todos antes e depois de nós.

A parábola conta acerca de dois devedores que não tinham como pagar um credor. Um devia 50 e outro 500. O credor decide perdoar a divida dos dois. Jesus pergunta ao fariseu: “qual deles amará mais o credor?”. Simão responde: “o que devia mais”. Jesus diz que ele julgou corretamente.

A parábola nos revela a forma da graça se manifestar. Ela é um presente imerecido. Ela é a quitação da dívida do devedor, sem o devedor ter feito nada para merecer este perdão. O credor é gracioso para com seus endividados sem eles merecerem.

Ao contar a história Jesus tem a intenção de mostrar ao fariseu algo que ele não havia entendido. Jesus lhe diz que o conjunto de atos de amor oferecido a Ele pela mulher revelava o tamanho do amor dela por Ele. E que, quando comparado aos atos do fariseu por Jesus, a mulher demonstrara maior amor. Mais do que isso, Jesus faz uma ligação da quantidade de amor com a quantidade de pecados perdoados. Ou seja, a mulher muito amou, por isso muitos pecados dela foram perdoados. Já quem pouco ama, poucos pecados são perdoados, aqui no caso o fariseu.

O fariseu não havia compreendido que para se ter uma vida completamente entregue a Deus é preciso amar MUITO. Não necessariamente seguir uma religião, ter um status social, possui cargos de liderança, mas tão somente amar a Deus de toda sua força, coração, alma e entendimento, semelhantemente a mulher que teve seus pecados perdoados.

Esta entrega total implica em humilhação e adoração. Humilhação pois precisamos nos colocar em nosso lugar. Se não formos humildes perante Deus, mas arrogantes e soberbos, nos tendo em alta estima, Ele resistirá a nós e o amor verdadeiro não estará em nós. Agora, se nos humilharmos perante Deus dizendo a Ele o quanto precisamos Dele, o quanto somos necessitados Dele, o quanto o amamos, Ele nos dará sua presença, Ele falará conosco. Nos perdoará. A adoração é resultado de uma vida humilhada perante Ele, percebendo que Ele é e eu não sou nada sem Ele.

André Anéas

[acompanhe esta série de posts sobre Por que se entregar a Deus?]

1/8 – Introdução [Por que se entregar a Deus?]

2/8 – “Entrega” [Por que se entregar a Deus?]

3/8 – Um convite inesperado? (36) [Por que se entregar a Deus?]

4/8 – À procura de Jesus (37-38) [Por que se entregar a Deus?]

5/8 – Pé Atrás (39) [Por que se entregar a Deus?]

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Missionários Cristãos Cooperadores – MCC

logo mcc

Você já imaginou um lugar em São Paulo em que existe a possibilidade de alguém não sabem quem é o Neymar? Pois é, este lugar existe…

Entre os dias 24 e 26/05/2013, tive o privilégio de realizar uma viagem junto dos Missionários Cristãos Cooperadores (MCC). O MCC é uma agência missionária interdenominacional. Nos links a seguir é possível conhecer mais sobre quem são e a sua história:

http://www.mccbrasil.org.br/sobre-nos/quem-somos

http://www.mccbrasil.org.br/sobre-nos/nossa-historia

Gostaria de destacar aqui um grande diferencial do MCC. Mensalmente são organizadas viagens para região do Vale do Ribeira, mais especificamente aos municípios mais carentes e que estão com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de São Paulo. Em cada viagem trabalhos específicos são feitos, como por exemplo, atendimento médico para as comunidades, doações e, principalmente, atuação dos voluntários junto das famílias dos municípios.

Principalmente por que? Por que o MCC proporciona à Igreja a possibilidade de “sentir na pele” aquilo que o missionário local enfrenta todos os dias. Os voluntários cristãos cooperadores estão no campo missionário e tem a possibilidade de servir ao Senhor com seus dons e talentos, realizando muitas atividades. Entre elas destaco as visitações. Nas visitas aos lares das famílias o cristão se depara com a realidade do Evangelho do Senhor Jesus: “ide e anunciai”, muito diferente do “evangelho” cômodo da Capital Paulistana. Com o trabalho realizado vejo alguns benefício para Igreja:

  1. Ratificar a necessidade de anunciar as boas novas aos oprimidos, os “sem-esperança”;
  2. Conscientizar a Igreja da importância de apoiar o missionário no campo, não somente financeiramente;
  3. Compreender que a Igreja DEVE ser a voz, os pés, os olhos e as mãos do Senhor Jesus nesta terra!

Na última viagem realizada tivemos o privilégio de servir as crianças na escola de Araçaíba. Foram realizadas diversas gincanas, teatro, música foi tocada e a mensagem de esperança do Senhor Jesus anunciada!

Em paralelo, neste final de semana foi realizado o “Dia da Princesa”. Com foco em aumentar a autoestima das mulheres da região, cortes de cabelo, maquiagem, limpeza de sobrancelhas e palestras sobre temas femininos foram realizados. As mulheres compareceram e puderam ser cuidas e valorizadas por servas do Senhor que se dispuseram a servir ao próximo.

O trabalho, feitos em diversas localidades ao mesmo tempo, foi ministrado também no Núcleo Cristão Cidadania Esperança para o Vale (NCCEV), ONG que tem parceria com o MCC. Esta ONG fornece educação para crianças de 3 a 6 anos com o objetivo de oferecer uma condição digna. Vale a pena dar uma olha no link sobre o NCCEV:

http://www.mccbrasil.org.br/2012-07-31-00-54-51/projeto-social

Foi minha segunda viagem junto do MCC e algo ficou ainda mais claro para mim: a necessidade da Igreja interceder pela região (questões governamentais, pelo trabalho realizado do MCC, pela ONG e pelas vidas) e que com estes, a quem Jesus nos exorta a cobrir, visitar, repartir o pão, podemos aprender lições para toda vida!

É constrangedor a forma das pessoas que não possuem nada repartirem aquilo que recebem prontamente com o próximo delas (um vizinho, por exemplo). Outro acontecimento que me marcou foi a maneira deles presentearem os visitantes com o pouco que tem, as vezes o único saco de mandioca da casa e único item da dispensa…

Trabalho abençoado.

Trabalho sério com gente séria.

Trabalho que se propõe a estar onde ninguém quer estar.

Para mais informações sobre como participar de uma viagem, doações, ONG, fotos, etc., acesse:

http://www.mccbrasil.org.br/.

Muitas vezes queremos ser sal e luz do mundo como crentes. Mas, infelizmente, temos dificuldade em encontrar lugares sérios para investir no Reino de Deus. Aqui está um exemplo de um trabalho de verdadeiros servos do Senhor. Pessoas comprometidas com o Reino, sem nenhum preconceito denominacional, que desejam amar ao próximo e anunciar o evangelho do Reino de Jesus.

Encorajo você a conhecer, se envolver, investir, interceder. Ore e coloco diante de Deus a possibilidade de realizar uma viagem com o MCC. Tenho certeza que você será abençoado!

Deixo aqui meu abraço ao MCC, irmão e amigos.

André Anéas

Manifestações no Brasil!

“Aqui se fala do Reino de Deus…”

É exatamente por isso, que não há momento mais propício para que toda esta “onda” de protestos aconteça em nosso país. Como cristão acredito em um Deus que clama por justiça social. Um Deus que convoca o Seu povo a ser justo socialmente e a se atentar com a causa do oprimido socialmente. Um Deus que olha atentamente para o descoberto, o faminto, o aprisionado, o que tem sede, o estrangeiro, o nu. Jesus nos alerta claramente que quem cobre o que tem frio, visita o aprisionado, dá comida ao faminto, assim o faz à Ele – Mateus 25.

Não há momento mais propício por que? Porque nós brasileiros estamos cheios de tanta injustiça no nosso país! Cheios de políticos ladrões, cheios de gente que manipula e testa a paciência do povo. Cheios de uma mídia que é USADA para ser o “circo” do povo. Cheios do “pão” que mais se parece com migalhas. Cheios de gente interessada em alienar o povo, deixando-o sem educação, sem segurança, sem saúde e sem dinheiro! Cheios de uma péssima gestão do dinheiro público. Cheios de tantos que se candidatam, são votados, mas que carecem de caráter, honra, valores, princípios e vocação política para servir ao povo e representa-lo. Cheio de não ter nem em quem votar!!! CHEIOS.

A gota d’água foram os 0,20 centavos de aumento no transporte público. Mas o que mais tem me indignado neste país é a Copa do Mundo. É contraditório, é sem fundamento, é inútil, desnecessário e banal a realização de tal evento em um país como o nosso. Um país carente e desesperado por soluções sociais. Bilhões investidos. Não sei quantos reais desviados. O imposto, pago regularmente todo mês, proporcional ao valor recebido por nosso trabalho, que deveria ser distribuído para que TODOS os cidadãos brasileiros possam ter qualidade de vida ([saúde + transporte + segurança + educação]*QUALIDADE), são investidos de maneira gananciosa, em privilégio de poucos e para desastre de muitos. É lamentável!

Olho com bons olhos tudo o que está acontecendo no país! Vejo um povo que se levantou, que manifestou sua “fome” de justiça. Nada mais justo e dentro da lei! O mais nobre disso tudo é ver um povo que se levantou pelo caído, pelo pobre, pelo trabalhador.

Aqui, neste espaço virtual, declaro meu apoio as causas por mim descritas e representadas por tantos brasileiros nas ruas do país!

Declaro também repúdio a qualquer ato de violência e de vandalismo.

Posso dizer hoje que sou brasileiro. Brasileiro que não é bobo e nem manipulado. Brasileiro de um país que não é do carnaval e nem do futebol. Brasileiro de um país que se levanta e luta por justiça. Brasileiro que tem paciência, mas uma paciência que tem limite. Brasileiro, com orgulho brasileiro.

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Pé Atrás (39) [Por que se entregar a Deus?]

Simão, o fariseu, diz para si mesmo que Jesus não era quem ele estava pensando, pois Jesus não discerniu que a mulher era uma pecadora – prostituta. Aqui o fariseu revela a mente do pensamento religioso da época (e de hoje?). O pecador não tem escape. Não existe caminho de misericórdia e de graça. A desconfiança do fariseu é tamanha, que mesmo ele seguindo a Jesus, passa a desconfiar de que Jesus não seria “o” Profeta, “o” Messias.

pé atras

Para Simão e os religiosos da época, cumprir rituais, fornecer um culto a Deus sem vida interior verdadeira era suficiente. Achavam que agradavam a Deus se entregando exteriormente. Arrogância e orgulho imperavam no coração de muitos fariseus, não sendo humildes de coração e nem reconhecendo o quanto necessitavam do Senhor. Tinham em primeiro lugar a preocupação com suas posições. Talvez seja daí o fato de Jesus criticá-lo por não recepciona-lo como convinha na época, pois estava com um “pé atrás” com Jesus. Ao ver uma mulher, que não era da seita farisaica e pecadora, se prostrar diante de Jesus, o fariseu ficou com “dois pés atrás”…

André Anéas

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1/8 – Introdução [Por que se entregar a Deus?]

2/8 – “Entrega” [Por que se entregar a Deus?]

3/8 – Um convite inesperado? (36) [Por que se entregar a Deus?]

4/8 – À procura de Jesus (37-38) [Por que se entregar a Deus?]

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À procura de Jesus (37-38) [Por que se entregar a Deus?]

procuraÉ nesta circunstância que uma mulher, pecadora, fica sabendo que Jesus está na casa do fariseu. Naquele época, um jantar era um evento no qual as pessoas tinham acesso ao recinto onde a comida era servida. Não é de se estranhar que uma mulher não convidada teve acesso ao local em que Jesus estava. Através do texto, entendemos que Jesus estava reclinado à mesa. As mesas eram baixas e as pessoas se reclinavam a elas, deixando os pés para fora. Por esta razão é que a mulher consegue se colocar atrás de Jesus a seus pés.

O ato da mulher para com Jesus nos revela uma das cenas mais comoventes e de maior expressão de amor relatada nos evangelhos. Ela molha os pés de Jesus com suas muitas lágrimas, enxuga os pés do Mestre com seus cabelos, beija-os muitas vezes e por fim os unge com perfume contido em um frasco de alabastro.

Precisamos observar alguns detalhes desta história. Em primeiro lugar, se trata de uma mulher pecadora que se expõe em um contexto em que o homem possuía maior relevância. Em segundo, pela própria exposição que a mulher se coloca. Sem se importar com a opinião alheia, com os olhares “atravessados”, com o ar de acusação e repúdio que a cena deve ter causado. Em terceiro, pelos beijos dados nos pés de Jesus. E em quarto, por ela investir um frasco de alabastro com perfume para ungir os pés de Jesus. Se tratava de um artefato muito caro.

É preciso falar acerca da situação que a mulher se encontrava. Chorando de maneira compulsiva, pois as lágrimas deram conta de molhar os pés do Mestre. Este detalhe nos traz a tona o desespero que a mulher se encontrava. Pelas características que o texto revela, esta mulher, muito provavelmente, era uma prostituta (daí o termo “pecadora” empregado a ela). Isto nos mostra que ela estava no fundo do poço. Ao descobrir que Jesus estava ali, é como se ela soubesse que Ele era a resposta para suas ansiedades. Ele era a esperança que ela não possuia. Jesus representava mudança e recomeço. Jesus representava o sentido à vida para aqueles que não tinham razão alguma de ser. Jesus podia “dar um jeito” nos pecados cometidos por ela, na dívida impagável e alta. O problema não era simplesmente a marginalização que a mulher se encontrava, mas o peso do pecado sobre os ombros dela. Ela sabia que era pecadora, sabia que estava errada, mas ela não tinha saída no sistema religioso da época, o qual não fornecia uma alternativa.

Podemos dizer que o ato de adoração à Jesus, oferecido pela mulher, expressa uma entrega total de uma pessoa que não possui amor próprio, mas reconhece em outro, no caso Jesus, um digno de receber TUDO o que ainda lhe resta. Ela não guardou para si uma porção de amor, ao contrário, ofereceu tudo o que possui para Jesus, pois encontrou Nele alguém único e especial.

Jesus não havia morrido ainda por Ela na cruz do calvário, mas mesmo assim Ele transparecia, tanto para mulher como para outros, alguém que representava a graça e misericórdia de Deus. E mesmo sem o ato de amor de Jesus para humanidade ser consumado, ela se humilha perante o Mestre. E, prostrada, faz um ato de adoração genuíno, de alguém com amor sincero. Ela se transforma em NADA, mesmo não sendo muito, por amor do Senhor. Ela entende que Jesus é a boa notícia, alias, MUITO boa notícia.

André Anéas

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1/8 – Introdução [Por que se entregar a Deus?]

2/8 – “Entrega” [Por que se entregar a Deus?]

3/8 – Um convite inesperado? (36) [Por que se entregar a Deus?]

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Um convite inesperado? (36) [Por que se entregar a Deus?]

convite inesperadoGostaria de expor a história relatada por Lucas no capítulo 7:36-50, em que uma pecadora demonstra de maneira singular seu amor pelo Mestre. Tenho certeza que a partir deste relato, a Palavra dará luz sobre as seguintes perguntas: “Por que devemos nos entregar a Deus?”, “O que significa se entregar a Deus?” e “Quais implicações práticas eu tenho me entregando a Deus?”.

Algo que precisa ser esclarecido acerca do Mestre: Ele não era festeiro e nem beberrão. Digo isto, pois muitas vezes ouvimos pessoas dizerem aquilo que os fariseus e mestres da Lei diziam sobre o nosso Mestre com o objetivo de denegri-lo. Que tipo de consideração merecem as palavras de pessoas que constantemente armaram ciladas para Jesus? Que crédito tem alguém que se utiliza de mentiras e artimanhas para tentar denegrir a imagem de um inocente? Observe os exemplos: João 8:6 (mulher adultera), Lucas 7:34 (“beberrão e comilão”), Lucas 23:2 (mentiras dos judeus no julgamento de Pilatos), Mateus 27:20 e Marcos 15:11 (líderes convencem / incitam a multidão a pedir por Barrabas), e por ai vai.

Abro um parênteses ao observar as inúmeras tentativas da liderança judaica de “derrubar” Jesus:

Cuidado com lobos em peles de cordeiro. A liderança judaica, os fariseus e “peritos na Lei” eram, em muitas situações, lobos em peles de ovelhas. Ele tentaram provocar Jesus a uma falha com armadilhas, argumentos, convencê-lo a aceitar aquilo que eles achavam certo. Hoje em dia existem muitos lobos nas lideranças da igreja. Cuidado! Muitos deles se portam como ovelhas, mas no momento em que forem confrontados com a VERDADE, com seus erros, pecados, falta de condições, de preparo, domínio próprio, de discernimento e com o próprio chamado, certamente vão trazer a tona suas verdadeiras identidades: lobos políticos, maquiavélicos, que fazem armadilhas e artimanhas, na maioria das vezes para nos confundirem sobre a VERDADE. Corromper a VERDADE é pior do que roubar dinheiro. Que tenhamos a mesma comunhão com o Pai, que teve Cristo, para discernir quem são este peritos em destruição psicológica e nos mantermos fiéis à Ele, sem nos dobrar diante destes cães.

O fato de Jesus ir até a casa de um Fariseu jantar e permitir a aproximação de uma pecadora não revela um Cristo que “topa tudo” para anunciar as verdades do Reino para os pecadores. Lucas coloca o texto referente a mente maquiavélica dos “fariseus e peritos na lei”, dizendo que Jesus era “comilão e beberrão”, um pouco antes do relato do convite do fariseu a Jesus. Por que Lucas coloca os textos próximos um ao outro? A resposta desta questão pode nos evidenciar a intenção de Lucas de nos esclarecer quem era Jesus de fato, desmistificando esta ideia errônea que muitos tem hoje, de que Jesus era um cara “bacana” e “legal”, sem preconceitos, com mente aberta, “descolado” e liberal. A imagem que muitos tem de Jesus é formada por pensamentos farisaicos, da ala que queria incriminar Jesus por meio de armadilhas e mentiras. Isto fica ainda mais evidente quando observamos o versículo 40, em que o fariseu o chama de “Mestre”, expressão comumente usada para se dirigir a rabinos. Jesus não estava na casa de alguém que não tivesse interesse em ouvir aquilo que Jesus estava anunciando. Jesus não estava em um “passa tempo”, “curtindo” um jantar na casa de amigos e disposto a ser conivente com o pecado, para “conviver e caminhar junto deles”. Muito pelo contrário.

O interesse de Jesus era um: anunciar as boas notícias do evangelho aos desesperados, oprimidos, cativos, pecadores e doentes. Ele veio para os doentes e não para sãos. Seu “público alvo” era simplesmente gente sem esperança, pessoas que precisavam ser salvas, vidas que precisavam de uma saída, de um escape. Não há espaço no Reino de Deus para soberbos, arrogantes, gente autossuficiente e que não precisa de Deus. Conforme a Palavra diz em Tiago 4:6: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Por isso Jesus conversava com pecadores e por isso a multidão tinha acesso a Ele, porque Ele tinha compaixão do povo. De maneira nenhuma Jesus se contaminou com o pecado, foi conivente com o pecado, participou do pecado. Nunca!

André Anéas

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1/8 – Introdução [Por que se entregar a Deus?]

2/8 – “Entrega” [Por que se entregar a Deus?]

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