Reforma da Verdade

Hoje celebramos um dia de vitória. Vitória em cima da incoerência, da falsidade, da mentira. Vitória daqueles que ousam não se submeter a dogmas, ideias inquestionáveis e paradigmas. Um dia em que se morre por um ideal. Um dia em que a vida é inteiramente investida por um único propósito. Neste dia ideias são mudadas, transformadas. Pensamentos se desconstroem. O ego é estressado ao máximo. Há morte, mas há vida. Há destruição, mas há construção. Há choro, mas há alegria. Há dor, mas existe alívio. Uns morrem, mas outros vivem. Hoje é o dia da celebração. Celebração da “banca” que é quebrada. Dos sistemas que são desligados, nem que por um instante. Estruturas são abaladas! Não sem esforço, mas com satisfação de colocar a verdade em lugar de destaque, no lugar lhe é devida. A verdade. Sim, mas não uma qualquer. A Verdade! A verdade da Verdade que reformou o que precisava ser destruído e reconstruído. A Verdade que abalou o cosmos, as estruturas mais básicas. À Verdade a glória, honra e poder! A Verdade, Aquele que transforma, que ousa, que age, que morre, para que haja vida! Comemoramos hoje a Reforma Protestante, para colocar a Verdade, a saber Jesus de Nazaré, acima de tudo e de todos! Sim, Jesus, que continua nos reformando e transformando.

André Anéas

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Primeiro Passo para um Avivamento

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É muito evidente que qualquer igreja deseja passar por um avivamento. “Avivamento” que, independentemente da definição, signifique despertamento do povo e dos líderes para santidade, estudo da Palavra, envolvimento na obra de Deus com afinco e dedicação, disposição, sede de Deus, sede por viver de maneira pessoal com Cristo e sede por ser, de fato, cheio do Espírito Santo.

Me surpreende, e muito, que as igreja históricas e tradicionais tenham tido este “despertar” para esta necessidade. Qual necessidade? A necessidade de uma ação sobrenatural de Deus para “avivar” a fé da igreja. Um agir sobrenatural que realmente “faça acontecer” uma experiência cristã real, indiscutível e semelhante a de muitos homens e mulheres de Deus do passado. Se percebe nesta geração que a “ficha caiu”. Ou seja, que não adianta ir na força de estratégias humanas: planejamentos, persuasão, insistência, pedidos e mais pedidos para que se evangelize, ore, eventos e mais eventos e assim por diante. Todos percebem que existe a necessidade de AVIVAMENTO!

Achei muito interessantes estes dias ouvir um pregador de uma igreja tradicional dizendo algo do tipo: “precisamos de avivamento, seja lá o que signifique isto!”. O que mais me chamou a atenção deste pastor foi não restringir o que significa “avivamento”. Ele poderia ter colocado restrições em relação aos dons do Espírito Santo, manifestações em cultos públicos, tentado dar uma “podada”, e assim por diante. Mas, naquele contexto de igreja tradicional-histórica, ficou claro, pelo menos para mim, que ele estava apelando. Apelando para conscientizar o povo desta real necessidade: ser vivo (avivado), o contrário de “morto” (apático). Mesmo não sabendo direito o que esperar deste “avivamento” ou como ele se dará, fato é que ele – este pastor – o desejava muito! Deseja “ser cheio do Espírito Santo, não em gotas, mas receber uma overdose” (nas palavras do pastor).

Pensando em tudo isto, olhei para história da igreja e me lembrei de muitos que buscaram este avivamento, muitos que, inclusive, o receberam. Estes que, em contextos tradicionais-históricos, tentaram conscientizar o povo e a liderança e que, talvez pela novidade, traçaram seus passos usando de formas questionáveis neste processo de conscientizar. Porém, mesmo com falhas, indiscutivelmente foram genuínos em suas intenções. Estes que se foram, por serem “convidados a se retirarem” ou expulsos mesmo. Acusados de divisão, acusados de causar problemas para a instituição e sua liderança institucionalizada (os que “gerenciam” o sagrado). Estes que, por outro lado, foram vítimas. Vítimas de gozações, vítimas de artimanhas, vítimas de complôs para desligamento da “instituição-igreja”.

Vítimas para uns e réus para outros. Entretanto, gente que quis ir além, gente que desejou experimentar algo mais real, genuíno e “avivado”. Gente que experimentou e quis repartir. Gente não muito diferente dos discípulos descritos em Atos dos Apóstolos. Gente de Deus.

Voltando para esta igreja que descrevi de início e o pastor em busca por este “despertamento”, “avivamento”, me pergunto: qual o primeiro passo para receber este AVIVAMENTO, embora ele não se saiba exatamente o que é e como é? Resposta: penso ser o pedido de perdão a tantos e tantos que o buscaram, por vezes o receberam e foram, na melhor das hipóteses, “convidados a se retirarem”.

Se o Espírito Santo é um, penso que Ele – o Espírito Santo – habita nestes “réus”. Se o Espírito Santo habita nestes e o avivamento é genuíno, o Espírito Santo se entristeceu com os “gerenciadores do sagrado” do passado (e ainda com os do presente). Logo, aqueles que outrora entristeceram o Espírito Santo, mas que hoje desejam avivamento, devem clamar por perdão a Deus e para estes servos e servas de Deus que foram seus alvos. Afinal de contas, como esperar um avivamento que só pode vir do Espírito Santo, sendo que no passado o entristeceram (mesmo não sabendo – desde épocas remotas – do que se tratava)?

Este primeiro passo, que reflete muita humildade e respeito, é um grande passo para o avivamento!