O “Mundo” [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (15)

mundo

João começa a falar sobre o amor a este mundo. Aquele que ama este mundo não possui o amor do Pai! O amor utilizado por João para o mundo é o mesmo amor utilizado de Deus para o homem. Ou seja, quem ama o mundo com o amor, que seria o mesmo amor de Deus, um amor que se entrega, na verdade o amor do Pai não está nele. Aquele que coloca em seu coração um amor por este mundo não é digno do amor de Deus! Trata-se de ideias contraditórias, mutualmente excludentes. Ou amo o mundo ou o amor do Pai está em nós.

Veremos o que seria este mundo:

João não quer dizer que as coisas criadas por Deus sejam ruins. A criação proclama Deus (Salmo 19 e Romanos 1). João quando diz mundo se dirige à aspectos mais profundos do que simplesmente o mundo físico. Trata-se, principalmente, de aspectos morais.

Ao separar mundo e “coisas que nele há”, imagino o sistema de mundo em que vivemos e aquilo que compõe este sistema. Sistema este debaixo do poder de Satanás.

1. Pensamento humanista

O sistema do mundo se voltou ao longo dos anos para o próprio homem. O importante é termos prazer, satisfazendo nossas vontades. O importante não é o próximo, o importante sou eu! Tudo se torna relativo. “Deus existe?”, “o diabo existe?”, “céu e inferno?”. Tudo depende do meu ponto de vista.

É ai que o homem se perde como sociedade, pois não é no homem que encontramos referenciais éticos para viver. Dependemos de um referencial externo, que vem de Deus. Ele é perfeito, nós imperfeitos. Ele é eterno, nós nascemos e morremos. Ele é santo, nós corruptos.

É fruto deste tipo de pensamento que o homem se torna seu próprio deus.

2. Injustiça

A Bíblia está repleta de profetas que denunciaram a injustiça social! É muito fácil perceber que a injustiça está enraizada no mundo. Não é somente na esfera política, mas no “jeitinho” também!

Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte? Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade e não usa a língua para difamar, que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo, que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem ao Senhor, que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado… – Salmos 15:1-4

O sistema em que estamos inseridos preza pela “vantagem”. Desde o topo da pirâmide social, até a base, as pessoas buscam tirar vantagens. No trânsito, fazendo um “gato” na energia, ou qualquer “rolo” que exista por ai.

Porém, são poucos os que mesmo saindo prejudicados se comprometem com uma vida fora do padrão mundano. Na maioria das vezes se procuram os “atalhos” da vida.

3. Guerra por poder

O poder consome os homens, todos o buscam! Em busca do poder, o homem ama o mundo, tirando benefício, vantagem do sistema instalado. Aquele que se encanta com uma vida dedicada a trabalhar, ganhar dinheiro, poder, usar as pessoas ao invés das coisas, pensando no próprio umbigo e se valendo da injustiça, certamente ama o mundo, e ama muito!

Quando observamos o mercado de trabalho, vemos muitas vezes a ganância, o poder, o lucro desonesto. Pessoas “puxando o tapete” das outras. Um ambiente de competitividade. O importante não é se sustentar, mas “conquistar o mundo”, passando por cima de quem for!

Talvez olhando para sua vida você pense que não ama o mundo. Mas, qual foi a última vez que escolheu não pensar em si mesmo? Ou sair prejudicado em prol de ser ético, correto para com você e seu próximo? Quantas vezes você se negou a abrir mão de poder para não ter a mentalidade do mundo?

Infelizmente, muitos hoje em dia amam o mundo. Amam o sistema!

André Anéas

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1/7 – Introdução – Urgência e Prioridade: Eternidade [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

2/7 – Introdução – Quem são vocês jovens? [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

3/7 – O Maligno [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

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O Maligno [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

maligno

Em primeiro lugar, gostaria de refletir sobre quem é o Maligno. Quando penso no diabo, sempre me lembro dele diante de Deus argumentando sobre a vida de Jó (capítulo 1). A fúria de Satanás contra nossas vidas é fruto de sua queda, pois o orgulho que o fez desejar ser igual a Deus o arruinou e o fez possuído de um desejo incontrolável de evidenciar e denunciar nosso erro, de nos acusar. Ou seja, a mente de Satanás pensa da seguinte forma: “Tire dele o que ele possui, seus bens, sua saúde, sua família, e verás que ele se tornará como eu, pois ele apenas te teme pois está ‘tudo bem’…”. Inveja. Ou então, ao contrário, ele nos fornece tudo o que há no mundo para nos esquecermos de Deus. Estratégia. Não importa a forma, a lógica, o tipo de cilada, ele quer nos pegar! Existe uma obsessão do Maligno em nos tentar, nos derrubar, nos envergonhar e nos acusar, como se ele quisesse que falhássemos como ele falhou. Entretanto, nós temos o privilégio de desfrutar do perdão, o que os anjos não experimentam. Somos falhos, mas podemos ser perdoados. E Deus nos perdoa! E isto com certeza o deixa furioso!

O diabo procura durante toda a história da humanidade influenciá-la ao erro e para o afastamento de Deus e da verdade sobre a nossa condição de pecadores. Ele tem total consciência do destino eterno das pessoas e dele próprio. Ele tem o senso de urgência e prioridade em seus afazeres. Enquanto nós não damos atenção para realidade do céu e do inferno, negligenciando a Palavra de Deus muitas vezes, Satanás procura levar o máximo de pessoas para o engano, em virtude de seu ódio do ser humano passível de perdão. Ele não descansa! O desejo dele é mostrar o quão semelhantes a ele somos, distorcendo nossa condição original: imagem e semelhança de Deus. Portanto, ele tenta usurpar a glória de Deus para ele. Mesmo sabendo que ele não será perdoado, tem sua fúria satisfeita em contribuir para que nós, seres humanos, nos tornemos à sua imagem rebelde e pecaminosa, cuja origem se dá desde o princípio (1 João 3:8).

(Digo contribuir pois temos “culpa no cartório”. Ele contribui, e muito, mas a decisão de ceder a ele é nossa. Nós escolhemos o mal e temos condição fazê-lo, inclusive, sem a influência de Satanás).

1 João 5:19 nos revela que o mundo em que vivemos está sob o poder do Maligno. Isto porque o homem, a raça, negligenciou seu papel na criação e se rendeu ao “banquete” de engano oferecido pelo diabo. Houve uma transferência de autoridade do homem para o diabo. Desde o Éden, Satanás com suas ciladas procura enganar o homem. A vitória que os jovens tiveram contra o Maligno em 1 João 2:14c se deu neste mundo em que “jaz o Maligno”. Da mesma maneira, para sermos vitoriosos contra o Maligno, precisamos entender que a guerra acontece aqui, neste mundo. Daí a importância de entendermos os versículos 15-17 de 1 João 2. Ali conseguiremos entender a maneira como devemos viver aqui para sermos vitoriosos contra “este mundo tenebroso”!

(Vale ressaltar que toda a terra em última instância pertence a Deus (Salmo 24:1). O poder que Satanás tem sobre a terra é temporal, não eterno).

André Anéas

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1/7 – Introdução – Urgência e Prioridade: Eternidade [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

2/7 – Introdução – Quem são vocês jovens? [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

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Introdução – Quem são vocês jovens? [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

quem é vc?

Em 1 João 2:14b vemos que o apóstolo escreve para jovens do primeiro século que são fortes, em quem a Palavra de Deus permanece e que venceram o Maligno. Quão tremendo seria ouvir estas palavra do apóstolo João! Saber que a força natural dos jovens, com toda sua vitalidade, unida com a Palavra de Deus em seus corações obteve vitória contra o Maligno! Trata-se de uma Palavra abençoada! Uma Palavra de encorajamento!

Mas será que esta verdade (jovens que são forte, em quem a Palavra de Deus permanece e que venceram o Maligno) se aplica aos jovens de hoje em dia? Devemos nos lembrar de Tiago 1:22-25:

Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer. – Tiago 1:22-25

Por isso eu pergunto: quem são os jovens a quem escrevo/prego esta palavra? Fortes? Com a Palavra de Deus enraizada dentro de seus corações? Jovens que tem vitória sobre o Maligno?

E aqui se inicia nossa reflexão: nosso senso de urgência e nossa prioridade sobre a eternidade é uma realidade em nós e tem nos feito ter vitória sobre o Maligno, anunciado a Palavra de Deus que está em nós às pessoas deste mundo, utilizando toda nossa força e vigor? E a principal questão: como temos nos relacionado com o mundo que está sob o poder do Maligno (1 João 5:19), sabendo que a maneira como vivemos aqui tem impacto na nossa eternidade? É interessante notar que a oração de Jesus não foi para Deus nos tirar do mundo, mas que nos livrasse (protegesse) do Maligno (João 17:15).

Precisamos ter bem compreendido em nós a realidade da eternidade: do céu ou do inferno. Já dizia um amigo que: “se realmente compreendêssemos a realidade do inferno, sairíamos aos berros nas ruas para que as pessoas recebessem salvação, pois quão terrível é ir para o inferno!”.

André Anéas

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1/7 – Introdução – Urgência e Prioridade: Eternidade [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

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Introdução – Urgência e Prioridade: Eternidade [Vencendo “Este Mundo Tenebroso”]

Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o MalignoNão amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens [soberba da vida] — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. – 1 João 2:14b-17

Iminência

Sejamos francos. Aquilo que o Evangelho se propõe a anunciar é arrependimento e fé em Cristo. Por que? Porque se não houver arrependimento e fé em Jesus estaremos condenados eternamente ao inferno. Sim. Esta é a verdade. A realidade de que nosso futuro eterno possui apenas duas opções, ou o céu ou o inferno. Pode até parecer arcaico e ultrapassado. Mas, para ser sincero e objetivo, é exatamente isso. “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” – Romanos 3:23.

Embora seja uma ideia simples, e “ultrapassada” para alguns, o grande problema destes dias é a falta de urgência e prioridade dada pelas pessoas em geral a um assunto essencial para humanidade: a eternidade. Não estou dizendo que somente exista importância em ser salvo para ir para o céu. Penso que a salvação é muito mais do que “se livrar” do inferno. Acredito que somos salvos por Deus para retornarmos ao estado anterior a queda: reconciliação com Deus, conosco mesmo, com o próximo e com a natureza. Entretanto, a consciência coletiva de que nossas ações neste mundo e a maneira como vivemos determinará nosso futuro eterno está muito aquém daquilo que deveria. Tanto para quem está na igreja quanto para quem não está.

Esta consciência de urgência e prioridade se dá em dois aspectos: para nosso “eu” e para nosso próximo. Somos influenciados e influenciamos aqui neste mundo. Aquele que está em Cristo ouviu o evangelho (influenciado, evangelizado) e, este mesmo, após se converter a Cristo, tem como dever evangelizar (influenciar). Agora, o que leva à conversão (influenciado, evangelizado)? O que o motiva a evangelização (influenciar)? Um dos motivos acredito ser uma consciência de urgência e prioridade de que a eternidade será no céu ou no inferno. Repito, não quero dizer com isso que se trata de uma barganha, em que me convertendo simplesmente não vou para o inferno. Claro que o amor de Deus nos atrai e pela sua graça somos salvos e, neste processo, passamos a amar ao Pai, pois Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Porém, neste processo também somos “pegos” por este fato: a eternidade! O desespero daquele que se vê condenado por Deus e tem em Jesus as “boas notícias” e o desespero daquele que anuncia Jesus a quem tem seu destino certo no inferno.

André Anéas

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