Agradecimento

TCC André AnéasNunca tive a pretensão de ser um pastor. Nunca tive o desejo de subir em um púlpito para ser aquele que compartilha com a igreja a Palavra de Deus dominicalmente. Consequentemente, nunca me imaginei em um seminário. Na verdade, sempre pensei que o último lugar que poderia estar era estudando teologia com vistas a um ministério pastoral. Por esta razão, agradeço, em primeiro lugar, ao Deus vivo e real, Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, pois foi graças e pela graça Dele que hoje tenho o privilégio de finalizar meu Trabalho de Conclusão de Curso na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Mais do que finalizar o curso, tenho em meu coração a convicção de que o estudo teológico está em minha vida como algo que faço com prazer, alegria e satisfação. Nenhuma outra área, inclusive da minha atual atuação profissional, está em pé de igualdade com as riquezas que conheci na academia teológica e que, sem dúvida, conhecerei por toda vida. Aliás, uma vida é pouca para se deleitar na compreensão do incompreensível, do imensurável e do misterioso que nos revela o necessário para o amarmos e o chamarmos de Aba Pai.

Em segundo lugar agraço ao professor Itamir Neves. Foi ele quem me orientou em um acampamento de igreja a vir estudar nesta casa. Lembro-me como se fosse hoje o deslumbramento que sentia pela chamada que Deus me fizera ao ministério. Deus já havia feito o impossível, mas percebia que cabia a mim “rolar a pedra” para que o milagre se concretizasse. “Rolar a pedra” é em minha mente fazer a minha parte, me preparando para aquilo que Deus faria no futuro. O Espírito me moveu a conversar com o professor Itamir, que me orientou a procurar a Faculdade Teológica. Obrigado mestre, sua orientação mudou minha vida.

Agradeço a própria Faculdade Teológica. Lugar que me inspira, motiva e que já me deixa saudade. Saudade das pessoas da secretaria, saudade da coordenação acadêmica (professora Madalena, professor Lucas Merlo e Rodrigo), saudade da diretoria (professor Lourenço), do corpo docente, de cada funcionário, dos colegas, do prédio e suas salas de aulas e até do banheiro do térreo com cheiro de chiclete. Agradeço a esta casa que me possibilitou viver os melhores anos da minha vida. Obrigado a todos os irmãos e irmãs que fazem a Teológica acontecer diariamente na vida de vocacionados ao ministério da Palavra de Deus.

Agradeço ao professor Jonas Machado, que um dia, em determinado semestre, ainda faltando alguns anos para o momento do TCC, leu esboços do que eu gostaria de me aprofundar academicamente. Forneceu caminhos, fazendo com que eu percebesse as possibilidades e a realidade de que era possível seguir em frente no estudo das experiências religiosas. Agradeço a ele pela inspiração, pela ajuda em me fazer pensar “fora da caixa” e por suas orientações ao longo destes anos.

Agradeço a cada aluno e aluna de cada turma que passei. Foi um privilégio viver estes dias ao lado de vocês! Correndo o risco de cometer alguma injustiça (certamente cometerei), faço questão de mencionar alguns nomes de queridos e queridas que passaram por minha vida e jamais os esquecerei: Cláudio, Kátia, Edmilson, João Paulo, Daniel, Paulo Alexandre (PA), Paulo (autor de Calvino, um delírio), Érico, Rubão, Paik Son, Ilson, Gilmar, Celso, Mírian e Calimério, meu companheiro na academia que tanto me motivou e ajudou nestes anos inesquecíveis! Muito obrigado a todos vocês. Cada um contribuiu e faz parte de quem eu me tornei ao final deste curso.

Agradeço também pelo companheirismo e orações de amigo queridos que passaram e estão em minha vida até hoje. Os parceiros do módulo: Júlio, Guilherme e Walker. Vocês são parte deste trabalho. Vocês são testemunhas oculares do que Deus pode fazer na vida de um ser humano. Vocês são resposta de Deus. Vocês sabem disto e sabem os porquês de tudo isto! Agradeço ao querido amigo Wilson e sua família. Cada conversa, cada incentivo, cada comparecimento em momentos importantes da minha vida com Deus. Muito Obrigado!

Agraço a querida igreja Batista em Sumarezinho. Obrigado ao Pr. Fábio Bentes e sua família que nos acolheram com tanto amor. Obrigado pela mentoria e oportunidade de viver aquilo que, infelizmente, poucos seminaristas têm o privilégio, um pastor que ensina, na prática, o ministério pastoral. Agradeço a cada irmão e irmã que vive Deus na igreja do Sumarezinho. Vocês são importantes para mim. Sou grato por cada oração e por Deus me dar a alegria de viver junto de vocês! Recordo-me também de agradecer a alguns queridos que estão ou estavam na igreja Aliança Cristã e Missionária, com quem convivi tantos anos e tanto contribuíram para eu trilhar o caminho que trilhei: Fernandão, Marlene Ferrari, Fernando e Juliana, os gêmeos Daniel e Eduardo, Débora e Bebeto, Ricardo e Ana, Rubão e Sueli. Ao pessoal do sul: Fernanda e seus queridos pais, Lucas, Pablo, João Batista. Ao querido Pr. Douglas e sua família (em especial ao Arão, velho amigo) e ao inesquecível Pr. Kurt Baselides com sua família (como foram importantes para mim!). Um grande e sincero obrigado!

Agradeço em especial ao amigo Rev. Arival, pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros. Seu apoio para esta pesquisa acontecer foi importantíssimo. Obrigado pela disponibilidade e oportunidade de trabalhar com suas queridas ovelhas. Você é uma referência para minha vida!

Não posso deixar de agradecer a minha família. Em especial minha esposa, Aline. Você sabe de tudo, está presente em tudo e é parceira incondicional de cada minuto da minha vida aqui na terra. Você não tem ideia do quanto me ajudou nestes anos. Eu te amo minha princesa. Aos meus queridos pais, Mauro e Precília, que me apoiaram em tantos aspectos! Muito obrigado pelo carinho, preocupação e incentivo. Mãe, obrigado por me ensinar sobre Deus na infância. Você inculcou na minha mente os princípios do Senhor. Pai, obrigado por cada conversa. Foram e são momentos muito especiais e que me ajudaram e ajudam muito a permanecer no caminho! Obrigado a minha querida irmã, Amanda. Poderia falar de momentos e sentimentos diversos. Mas escolho recordar do dia em que Deus se revelou a mim de uma forma única. Após tudo acontecer, foi para você que fiz questão de contar sobre a realidade do Deus que só conhecia de ouvir falar, mas que meus olhos enxergaram. Foi muito bom te acordar do sono e compartilhar o momento mais importante da minha vida naquela madrugada.

Deus é bom. Deus é real. Ele se deixa encontrar.

André Anéas

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Quer ser legal, mas “Noé”

noe

“Eu não estou sozinho!” – Noé responde aos homens maus que desejam tomar a arca.

Perdi a conta de quantas vezes assisti ao trailer do filme Noé, de Aronofsky. E todas as vezes em que Noé dizia que não estava sozinho pensava: “Este filme será excelente!”. Obviamente, minha expectativa era que fosse sim um filme que retratasse a versão bíblica de Noé, inclusive por ser a mais conhecida. Esperava também alguns possíveis adendos criativos da equipe do filme, afinal de contas, trata-se de Hollywood. Mas, em hipótese alguma imaginava que Noé ao dizer que não estava sozinho se referia a “almas penadas” de anjos ao invés de Deus…

Alguns detalhes me chamaram muito a atenção e, como cristão, minhas críticas se deram neste sentido. Destacaria:

  • Um Deus que não fala com clareza;
  • Matusalém como mediador ou facilitador de Noé;
  • Noé tomando um “chá” para conseguir entender Deus;
  • Um Noé com dúvidas;
  • Um Noé um tanto psicótico;
  • Um Noé frio;
  • O descendente de Caim que invade a arca;
  • Anjos cujas almas estavam em pedras ajudando Noé;
  • Um Noé que ameaça a vida dos futuros netos;
  • E, principalmente, a casca de cobra envolta do braço dos descendentes de Abel.

Estranho. Já havia imaginado que as fontes para a história de Noé seriam variadas. Porém, por não me aprofundar em tais fontes não imaginava tamanha discrepância entre minha expectativa e o filme propriamente dito. Cheguei até a comentar com minha esposa e amigos que a ênfase mais humana de Noé fora interessante, mas que era tudo bem estranho à fé cristã.

O filme passou, muitas pessoas assistiram e muitas pessoas comentaram a respeito.

Da mesma forma que eu, muitos comentários criticando o filme em sentidos semelhantes ao que citei. Amigos meus foram duramente criticados por outros de dentro da igreja devido a esta estranheza em relação ao filme. Igrejas que decidiram tirar de sua programação oficial, não indo ao cinema, devido aos desvios da fé cristã, também foram alvos de ataques críticos da própria igreja. Igreja atacando igreja. Igreja criticando igreja. Crentes vs crentes. Mais uma vez estranho.

Sinceramente, vejo com muito bons olhos que a igreja se posicione em relação ao que contradiz aquilo que cremos. Lendo a Bíblia se percebe facilmente que era isso que os apóstolos faziam, combatiam as heresias e desvios doutrinários. Graças a Deus temos o mínimo de discernimento e percebemos quando algo não “soa bem”, mesmo que não haja um embasamento profundo para entender todas as dimensões da heresia.

Agora, me pergunto como podem ter críticos na igreja que chegam a comparar um filho de Deus a grupos de fanáticos religiosos?!?!?!?!  Cristãos que assistem a um filme, percebem que aquilo não está de acordo com a fé cristã e divulgam a heresia (ou pelo menos a percepção de que algo não está correto) sendo criticados pelos próprios cristãos?

Glória a Deus que os cristãos perceberam que algo não estava certo! Não vejo neles alvos para críticas da igreja. Muito pelo contrário!

Abaixo coloquei um link que agrava ainda mais a situação. Um texto que demonstra que o filme é, na verdade, baseado inteiramente em um gnosticismo místico, ou seja, é HERESIA PURA. Eu realmente não consegui perceber a profundidade do problema ao assistir ao filme e fiquei entre os que somente perceberam algumas coisas estranhas. Mas, lendo o texto abaixo e pesquisando sobre o tema, percebi que a coisa é pior do que se imagina. A ideia do filme não é simplesmente juntar várias ideias e, com muita criatividade, reinventar Noé. O que se encontra no filme é algo muito bem fundamentado e que segue uma linha claramente lógica e baseada no gnosticismo:

  • Deus é mau;
  • A serpente é boa;
  • Noé só tem um ato amoroso ao desobedecer o deus que é mau;
  • As semelhanças entre Noé e o líder dos descendentes de Caim;
  • Serpente = conhecimento (lembra do final do filme?);

O problema é que tem gente na igreja que quer ser legal. Legal para tudo! Mas “Noé”. Estão navegando no barco do relativismo e do “politicamente correto”. Gente que quer ser bacana. O problema é que nestas “ondas” acabam enaltecendo heresias, criticando quem as condena com todas as razões cristãs do mundo e, por fim, expondo mais uma vez que a igreja não se entende com a igreja. Críticos com pouco conhecimento, mas que se veem no direito de sair em defesa de “não sei o que”.

Estes críticos estão com muito menos condições de criticar do que quem criticou o filme. Estes críticos deveriam se alinhar mais às Escrituras e buscar entender a dimensão do problema antes de causar malefícios à igreja de Cristo.

Ouçamos mais o apóstolo Paulo e menos nossos “achismos” e críticas infundadas:

Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. – 2 Timóteo 4:1-5

#MaisTimóteos

#MaisPaulos

Filme “Noé”: o show de cabala e gnosticismo que quase ninguém percebeu

Páscoa – A visão de um gentio

desconhecidoA Morte

Hoje é o dia em que Cristo morre. Em que ele se lança voluntariamente para morte. Eu não o conheço. Tão pouco sei como é seu povo, sua cultura, sua família, sua religião, sua filosofia. Não sei absolutamente nada. Me considero apenas um espectador dos fatos. E este é um fato, no mínimo, intrigante.

Jesus é considerado rei dos judeus, seu povo. Mas, mesmo assim, eles clamaram pela libertação de um tal de Barrabás e pedem que Jesus seja crucificado! E o mais estranho: Jesus não se justifica, não se defende, não exige justiça! Será que ele é louco? Não consigo encontrar uma explicação razoável para tudo isto.

Traído por um de seus discípulos, ele ainda o chama de amigo! É levado por soldados após a traição. É abandonado por todos os seus “amigos”. É levado como criminoso. Aquele que curou os doentes, libertou vidas de diabos e “vestiu a camisa” dos pobres anda por um caminho de morte, dor e sofrimento.

Em meio as “cusparadas”, gozações e insultos dos soldados de Roma, é espetáculo para um povo religioso, que rejeita seu “rei”, e curiosos. Curiosos bárbaros e gregos. Gentios, como eu. Jesus de Nazaré, espetáculo para o mundo. Por que?

Em meio ao próprio sofrimento, aquele que se diz Filho de Deus, pergunta por seu pai. “Por que me desamparaste?”, grita da cruz. A dor não somente da crucificação. Mas a dor do filho abandonado. A dor do filho que possui um pai indiferente. Que dor! Que sofrimento!

Sua missão aparenta ser a morte mesmo. “Está consumado!”, grita novamente pregado na cruz! Consumado por que? Não sei. Sofre, sofre e sofre. Sente dor. E se submete a dor. Se entrega à ela. Agarra a cruz com sua vida. Sofre dor de morte. Guerreia com a morte. Luta com ela. Algo sem lógica, sem explicação.

Ele se vai. A esperança se vai com ele. Ninguém entende, muito menos eu. Terremotos, caos, mortos ganham vida e proclamam em favor de Jesus, dizem alguns!

Sabe quando se sente algo diferente no ar? Todos sabem. Todos podem sentir no ar, na terra. Algo mudou. Mudou a essência, a lógica, a filosofia, o jeito, o senso, o gosto, os sentidos. Mas não entendo. O que se consumou? O que aconteceu? O que ocorreu?

Sepultamento

Ele foi levado. Um homem rico lhe deu um lugar de honra entre os mortos.

Ali permaneceu, vigiado. Soldados, se revezam. Pedra enorme tampava seu túmulo.

Seus amigos? Escondidos. Medrosos.

O traidor? Não conseguiu lidar com o peso de sua consciência traidora. Não se entregou a morte. A morte lhe propôs uma solução. Para ele foi irrecusável.

O Deus deste Jesus é alguém que trabalha em favor daqueles que o amam, diz as sagradas letras do judeus. Estaria Deus trabalhando na morte deste Jesus de Nazaré? Ora, mas Deus não o havia abandonado? Perguntas que permanecem sem respostas.

Ouvi dizer que ele veio para o povo dele, mas eles o rejeitaram.

Ressurreição

No terceiro dia, mulheres conhecidas dele foram até o túmulo. E, misteriosamente, o corpo havia sumido! Nem soldados, nem as mulheres, nem ninguém sabia explicar.

Aparições de homens de branco, anunciam que o morto vive! Que o Jesus não é encontrado entre mortos, mas vivo ele está!

Na descrença dos discípulos, fala-se de uma aparição de Jesus. As marcas da crucificação dizem estar lá. Mas ele está diferente. Ultrapassa paredes!

Após alguns anos do ocorrido, muita movimentação no meio destes judeus, por conta dos seguidores do Jesus Ressuscitado, recebo maiores detalhes, muitas dúvidas são esclarecidas…

O Jesus ressuscitado, rejeitado por seu povo, não pensava só neles quando se abraça na morte na cruz. Não foi somente por judeus que este Jesus ressuscitou. Ouço falar, através de seus seguidores, que Deus deu uma missão para Jesus. Morrer pela humanidade! Morrer no lugar da humanidade.

Sofrer a dor, a punição, o sofrimento, o abandono do Pai, a traição, a humilhação. Tudo de uma vez. Tudo Nele. Toda maldade Nele. Toda maldição Nele! Toda ferida Nele. Toda retribuição pelo mal dos homens em um só homem: Jesus!

Eu não sou judeu. Eu não conheço suas tradições. Eu não sabia quem Jesus era. Ele nunca havia falado comigo. Nunca haviam falado Dele para mim antes. Sou um completo desconhecido. Pelo menos assim eu pensava.

Como poderia um justo morrer por um injusto? Pior ainda, um justo por um injusto desconhecido?

Sou injusto? Sim, sou. Não faço o bem quando posso. O mal, faço sem pensar. Meu coração é inclinado para amaldiçoar! Miserável homem que sou!

Ai vem este Jesus e morre por mim? Que injustiça! Que loucura! Está tudo fora do lugar, nada faz sentido! Este Jesus, que dizem ser Deus, morrer por mim? Morrer já contradiz toda lógica, mas por mim? Sou um desconhecido!

Após anos remoendo os acontecimentos, deixei esta suposta loucura para trás. Me rendi ao poder que há em Jesus!

Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes”. Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação. Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem. – 1 Coríntios 1:19-25

Sim. Ele pensou em mim. Eu experimentei Ele.

Sou feliz com Jesus, meu Senhor!

p/ André Anéas

Hoje é Natal… E o kiko?

O que seria o Natal se eu tivesse que explicar para quem não sabe o que é o Natal? Me fiz esta pergunta e gostaria de respondê-la. Sem dúvida alguma minha resposta não é definitiva, pois o conteúdo da resposta que me proponho a responder trata de alguém impossível de ser plenamente definido. Minha resposta, portanto, é limitada e, além do mais, de um alguém – eu – inexperiente e aprendiz, mas que um dia experimentou na carne o Cristo, o Cordeiro Santo de Deus.

O que é o Natal?

O fato que envolve o Natal tem pouca relação com a tradição. Não existe nada mágico no dia 25 de dezembro. Inclusive, dia 25 de dezembro não tem relação com o fato que origina o Natal, mas sim com tradição. Não que tradição em geral não tenha importância, pois ela tem sua importância. Porém, tratando-se do fato que origina o Natal, não há nada de tradicional. Muito pelo contrário, é um fato original.

Em nome da santa originalidade do Natal, que esqueçamos por um instante papai Noel, presentes, a mesa farta e abundante, o vinho, as promoções, os shoppings com seus trânsitos humanos e filas! Ah… Esqueçamos também a infinidade de parentes que se encontram sem se gostar para dizer o que não deveriam em um estado de sobriedade duvidoso jurando atitudes que não terão por pelo menos um ano, até a data “mágica” de 25 de dezembro! Esqueçamos isto também.

Esquecendo isto tudo (e quem sabe mais alguma coisa), vamos a minha resposta sobre o Natal:

O que é comemorado no Natal é o fato de Deus tomar uma atitude em prol da humanidade. E é a concretização em nosso tempo e espaço desta atitude que celebramos no Natal! Deus decide por enviar seu Filho, Jesus de Nazaré, a este mundo em que eu e você vivemos. Para isto, uma virgem fica grávida e dá à luz a um menino nascido em Belém. É este nascimento que é comemorado no Natal, o nascimento de Jesus de Nazaré.

natal

A pergunta o que é o Natal? é substituída neste momento por: por que do Natal? Pensando em quem não sabe a resposta da primeira pergunta, acredito que a segunda pergunta precise ser respondida também.

Quem sabe você acredite que Deus não exista. Mas com toda sinceridade, acredito que lá no fundo do seu coração você sabe que Ele existe e luta contra isto ou contra Ele. Enfim, não quero provar que Deus existe e nem a Bíblia tem esta intenção. Agora, acredito que exista uma pergunta mais relevante: quem é este Deus que existe? Por detrás desta questão poderiam estar outras perguntas: por que o mundo é injusto?, por que Ele me fez?, Ele é bom mesmo?, por que Deus permite o sofrimento?, etc.

A esta altura, sinceramente, confesso que me vejo contra parede para responder tudo isto! Mas vou tentar…

Em primeiro lugar:

Deus te ama! Eu não te conheço, não sei quem você é, da onde é e nem para onde vai. Se eu te conhecesse e desta troca de experiência que haveria entre nós eu pudesse escolher algo para você não esquecer, é isto! Deus te ama MUITO. Quero fazer deste momento de troca de experiência por meio da www o momento de te dizer Deus ama você!

Segundo:

Este Deus que nos ama nos criou. Mesmo sabendo da fome no mundo, das injustiças do mundo, das tragédias que os seres humanos causariam Ele escolheu nos criar! Ele fez a nossa raça mesmo sabendo que o homem deliberadamente iria se tornar o que ele é: egoísta, arrogante, sem misericórdia, sem amor, falso, mentiroso, “espertalhão”, avarento, assassino, desobediente aos pais, preguiçoso, folgado, mesquinho, miserável e por ai vai…

Terceiro:

Liberdade. Que Deus de amor faria diferente? Que Deus, após criar a raça humana (eu e você) com o privilégio de viver a vida e conhecer este Deus Criador que nos ama (talvez, devido aos itens citados no parágrafo acima fique difícil enxergar desta maneira), esperaria um amor recíproco diferente de algo espontâneo, verdadeiro e genuíno, o que só poderia acontecer havendo liberdade nesta fórmula? A humanidade é livre e escolheu um caminho que desagradou Deus, o Criador da humanidade. Somos o que somos: fruto do nosso erro. Erro da nossa raça, que afeta a minha natureza e a sua. Estamos contaminados com um vírus chamado pecado, que faz com que nossa melhor das intenções em sermos bons não pague o preço do nosso erro. Nossa liberdade, nossa culpa, nossa vida.

Aqui acredito que conseguimos entender o que está acontecendo no mundo. O mundo está completamente tomado de seres humanos que, devido a suas escolhas, optaram por uma vida que desagrada ao Criador, Deus. Seja cometendo um crime terrível ou contemplando o egoísmo do nosso coração, fica evidente que nossa natureza está afetada. O erro começou por um homem, continua através da minha vida e da sua, e continuará através de nossos filhos.

Quarto e último:

Deus não é expectador! Deus não abandonou a história após saber da nossa decisão. Deus não abandonou a história após nos ver, eu e você, ofendendo Ele com nossas atitudes reprováveis, nossos pensamentos deploráveis e nossas boas ações para justificarmos o injustificável.

Ah sim… Ele nos ama! Por causa deste amor Ele escolheu não se apegar a sua divindade e se submeter a nascer. Em seu ato máximo de amor pela humanidade,  Deus, o Todo-Poderoso e Criador, se faz homem e nasce. Vive sujeito a todos os dilemas da vida humana, experimenta nossa vida, nosso trabalho, nosso desenvolvimento, nosso crescimento. Vive a vida. Com uma diferença: não peca. Não afronta Deus com nenhuma atitude, palavra ou pensamento. Vive como um perfeito ser humano.

Nesta terra, este Deus encarnado, Jesus, o Filho Unigênito de Deus Pai, a essência de TUDO, que já havia presenciado a criação da raça humana com toda a liberdade que lhe foi posta, experimenta em sua carne a dor, o sofrimento e, principalmente, o abandono de Deus Pai como justo pagamento pelos pecados de TODA humanidade, se submetendo a toda espécie de humilhação e morrendo em uma cruz sem ter feito nada para merecer tal condenação.

Minha morte. Sua morte. Ele morreu em nosso lugar!

Quem é este Deus que existe?

É um Deus que nunca desistiu de nós.

É um Deus que tomou a atitude mais radical em prol de um amor entre Ele e nós.

É um Deus que se submeteu a morrer e sofrer por um instante a dor de viver afastado do Deus que é Pai.

É um Deus que abalou as leis cósmicas, deixando de alguma maneira que não faço ideia, o Filho se desligar do Pai e do Espírito Santo.

É um Deus que não mede esforços para nos salvar de nós mesmos e da nossa justa condenação.

É um Deus que faz tudo isto para nós de graça, pois jamais teríamos como pagar pela gravidade do erro da nossa raça rebelde.

Deus fez isto por você! Para que você tenha a condição de viver a vida da forma que Ele planejou no início! Sim! Jesus decidiu não se apegar a sua essência divina e se tornar homem para concertar aquilo que nós estragamos: um relacionamento perfeito com Deus.

… embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! – Filipenses 2:6-8

E o mais intrigante de Deus é o fato Dele tomar uma atitude radicalmente amorosa por todos, mesmo não sendo todos que  aceitariam este amor. Minha oração neste Natal vai muito além de você entender do que se trata esta comemoração. Minha oração é para você não ser encontrado no grupo daqueles que viveram sem se importar com o Deus que se importa MUITO com você.

Que este Natal seja um Natal para comemorar o amor de Deus, que entregou Seu Filho Jesus! Que seja um dia para comemorar que a salvação chegou por meio do bebê Jesus, que nasceu para obedecer ao Pai e se entregar por amor por mim e por você! Que este Natal seja um dia de salvação na sua vida!

Neste Natal, lembre-se que existe um Deus que foi até as últimas consequência para nos dar a salvação de uma condenação justa. Um Deus de amor…

Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. – Isaías 9:6

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. – João 3:16-18

Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la.
Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai”. – João 10:17-18

Não deixe para amanhã. Se posicione hoje! Reconheça para Deus que você precisa de um salvador e que você carece da salvação dada de graça por Jesus de Nazeré, Aquele que morreu e ressuscitou ao terceiro dia! Reconheça que você não é nada e que carece do amor do Pai, revelado em Cristo Jesus!

O Natal tem muito tem tudo a ver com nossas vidas e nossa eternidade…

Aleluia! A salvação chegou em Cristo Jesus!

André Anéas

Reforma da Verdade

Hoje celebramos um dia de vitória. Vitória em cima da incoerência, da falsidade, da mentira. Vitória daqueles que ousam não se submeter a dogmas, ideias inquestionáveis e paradigmas. Um dia em que se morre por um ideal. Um dia em que a vida é inteiramente investida por um único propósito. Neste dia ideias são mudadas, transformadas. Pensamentos se desconstroem. O ego é estressado ao máximo. Há morte, mas há vida. Há destruição, mas há construção. Há choro, mas há alegria. Há dor, mas existe alívio. Uns morrem, mas outros vivem. Hoje é o dia da celebração. Celebração da “banca” que é quebrada. Dos sistemas que são desligados, nem que por um instante. Estruturas são abaladas! Não sem esforço, mas com satisfação de colocar a verdade em lugar de destaque, no lugar lhe é devida. A verdade. Sim, mas não uma qualquer. A Verdade! A verdade da Verdade que reformou o que precisava ser destruído e reconstruído. A Verdade que abalou o cosmos, as estruturas mais básicas. À Verdade a glória, honra e poder! A Verdade, Aquele que transforma, que ousa, que age, que morre, para que haja vida! Comemoramos hoje a Reforma Protestante, para colocar a Verdade, a saber Jesus de Nazaré, acima de tudo e de todos! Sim, Jesus, que continua nos reformando e transformando.

André Anéas

Primeiro Passo para um Avivamento

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É muito evidente que qualquer igreja deseja passar por um avivamento. “Avivamento” que, independentemente da definição, signifique despertamento do povo e dos líderes para santidade, estudo da Palavra, envolvimento na obra de Deus com afinco e dedicação, disposição, sede de Deus, sede por viver de maneira pessoal com Cristo e sede por ser, de fato, cheio do Espírito Santo.

Me surpreende, e muito, que as igreja históricas e tradicionais tenham tido este “despertar” para esta necessidade. Qual necessidade? A necessidade de uma ação sobrenatural de Deus para “avivar” a fé da igreja. Um agir sobrenatural que realmente “faça acontecer” uma experiência cristã real, indiscutível e semelhante a de muitos homens e mulheres de Deus do passado. Se percebe nesta geração que a “ficha caiu”. Ou seja, que não adianta ir na força de estratégias humanas: planejamentos, persuasão, insistência, pedidos e mais pedidos para que se evangelize, ore, eventos e mais eventos e assim por diante. Todos percebem que existe a necessidade de AVIVAMENTO!

Achei muito interessantes estes dias ouvir um pregador de uma igreja tradicional dizendo algo do tipo: “precisamos de avivamento, seja lá o que signifique isto!”. O que mais me chamou a atenção deste pastor foi não restringir o que significa “avivamento”. Ele poderia ter colocado restrições em relação aos dons do Espírito Santo, manifestações em cultos públicos, tentado dar uma “podada”, e assim por diante. Mas, naquele contexto de igreja tradicional-histórica, ficou claro, pelo menos para mim, que ele estava apelando. Apelando para conscientizar o povo desta real necessidade: ser vivo (avivado), o contrário de “morto” (apático). Mesmo não sabendo direito o que esperar deste “avivamento” ou como ele se dará, fato é que ele – este pastor – o desejava muito! Deseja “ser cheio do Espírito Santo, não em gotas, mas receber uma overdose” (nas palavras do pastor).

Pensando em tudo isto, olhei para história da igreja e me lembrei de muitos que buscaram este avivamento, muitos que, inclusive, o receberam. Estes que, em contextos tradicionais-históricos, tentaram conscientizar o povo e a liderança e que, talvez pela novidade, traçaram seus passos usando de formas questionáveis neste processo de conscientizar. Porém, mesmo com falhas, indiscutivelmente foram genuínos em suas intenções. Estes que se foram, por serem “convidados a se retirarem” ou expulsos mesmo. Acusados de divisão, acusados de causar problemas para a instituição e sua liderança institucionalizada (os que “gerenciam” o sagrado). Estes que, por outro lado, foram vítimas. Vítimas de gozações, vítimas de artimanhas, vítimas de complôs para desligamento da “instituição-igreja”.

Vítimas para uns e réus para outros. Entretanto, gente que quis ir além, gente que desejou experimentar algo mais real, genuíno e “avivado”. Gente que experimentou e quis repartir. Gente não muito diferente dos discípulos descritos em Atos dos Apóstolos. Gente de Deus.

Voltando para esta igreja que descrevi de início e o pastor em busca por este “despertamento”, “avivamento”, me pergunto: qual o primeiro passo para receber este AVIVAMENTO, embora ele não se saiba exatamente o que é e como é? Resposta: penso ser o pedido de perdão a tantos e tantos que o buscaram, por vezes o receberam e foram, na melhor das hipóteses, “convidados a se retirarem”.

Se o Espírito Santo é um, penso que Ele – o Espírito Santo – habita nestes “réus”. Se o Espírito Santo habita nestes e o avivamento é genuíno, o Espírito Santo se entristeceu com os “gerenciadores do sagrado” do passado (e ainda com os do presente). Logo, aqueles que outrora entristeceram o Espírito Santo, mas que hoje desejam avivamento, devem clamar por perdão a Deus e para estes servos e servas de Deus que foram seus alvos. Afinal de contas, como esperar um avivamento que só pode vir do Espírito Santo, sendo que no passado o entristeceram (mesmo não sabendo – desde épocas remotas – do que se tratava)?

Este primeiro passo, que reflete muita humildade e respeito, é um grande passo para o avivamento!

Deus Morre por Pecadores!

De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (Romanos 5:6-8 NVI)

morte de Jesus

É importante perceber o destaque que Paulo dá no fato de Deus demonstrar seu amor por pecadores. Gente que precisa de um Salvador! Demonstraria Deus seu amor por quem Ele – Deus – “pré-programou” a amá-lo? Se sim, o destaque de Paulo para a morte de Deus por pecadores se torna sem sentido, pois que diferença há entre o que ama a Deus (justo) e o que AINDA não o ama? Meramente tempo.

A ênfase de Paulo no verso 7, de que é difícil alguém morrer por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer, deixa claro que o amor de Deus não está ligado a nossa justiça e nossa bondade. Daí o motivo da comparação. A graça de Deus é tão graciosa que não possui vínculo com nossa decisão de amar a Deus, seja no tempo presente ou futuro. Ele amou independente de qualquer coisa, pois isso é graça. Qual a graça de amar quem te ama ou quem você tem certeza que vai amar?

Não digo que Deus não tenha certeza. Mas digo que Ele não nos “pré-configurou”, pois é gracioso.

Fato é, Deus te ama e morreu por você independentemente se você irá reconhece-lo como seu Salvador e Senhor ou não.

Entregue-se a Deus.

Não deixe para amanhã.

Busque a Deus enquanto ainda se pode encontrá-lo!

André Anéas