Conhecer a Deus [Recebendo um “Feedback” de Deus]

Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. 1 João 2:13

Conhecer a Deus

O conhecimento dos “pais” é destacado pelo apóstolo. Eles são conhecidos por conhecerem Deus, aquele é desde o princípio. E quem é desde o princípio?

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. – João 1:1-4

Eles conheciam o Senhor. E conhecer implica em amar e obedecer a Deus:

Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu. – 1 João 3:6 

Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. – 1 João 4:7-8

A. W. Tozer, nos fala sobre conhecer o Deus certo:

“O evangelho pode tirar da mente esse fardo destruidor, substituir as cinzas pela beleza, e o espírito de opressão pelas vestes de louvor. A não ser que o peso deste fardo seja reconhecido, o evangelho não fará sentido para o homem; e a não ser que ele veja a visão de Deus alto e exaltado, não haverá pesar ou fardo. Ideias baixas de Deus destroem o evangelho para todos que as têm.”

Ou seja, para correta compreensão do Evangelho é essencial conhecer o Deus certo. Pois sim, é possível imaginarmos um Deus que não é o Deus revelado em Jesus! Hoje em dia, muitas pessoas estão atrás de um Deus que somente resolve problemas, que traz benefícios, que nos dá vantagens! E esta realidade não está restrita a igrejas que ouvimos falar. Precisamos olhar em nós e perceber qual Deus estamos adorando. Se é o deus que somente nos dá o queremos ou se é o Deus Todo-Poderoso e exaltado, digno de louvor, eterno, que deve ser adorado em qualquer circunstância, o Deus SANTO que fora ofendido por nossa rebelião, nosso pecado!

Quando compreendemos que conhecer a Deus implica em colocá-lo na posição de Criador e nos colocar como criaturas, a realidade do evangelho, do Deus que nos adota como filhos e se faz Pai em Cristo, será algo ainda mais impressionante! Será muito maior do que nossa compreensão!

Uma vez que João se dirigi aos “pais”, cabe aqui um alerta aos mais maduros na Igreja. Uma vez que vocês conhecem o Pai, vocês tem a responsabilidade de fazer o Pai ser conhecido através da vida de vocês. Fazer conhecido na sua família, no mundo e servir de exemplo ao mais novos na Igreja do Senhor, sendo referência de caráter cristão e de amor!

Conhecer a Deus é importante. Mas destaco as Palavras do Senhor Jesus:

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. – Mateus 7:22-23

Mais importante do que conhecê-lo é ser conhecido por Ele! Deus exige de nós algo genuíno, verdadeiro e não de “fachada”. Precisamos nos examinar e nos arrepender. Conhecemos verdadeiramente o Senhor? Nossas ações são verdadeiras, genuínas? O Senhor nos conhece? Sabe da nossa humildade, das nossas orações em secreto, nas quais nos colocamos diante Dele como pó e quem não tem nada se não Ele? Sabe do nosso anseio de agradá-lo por quem Ele é e não somente pelo que Ele faz? Sabe da nossa verdadeira intenção de amá-lo, porque Ele nos amou?

Ser conhecido Dele é conhecê-lo…

André Anéas

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1/8 – Introdução – Igualdade no Corpo [Recebendo um “Feedback” de Deus]

2/8 – Introdução – “Feedback” [Recebendo um “Feedback” de Deus]

3/8 – Perdão dos Pecados [Recebendo um “Feedback” de Deus]

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Perdão dos Pecados [Recebendo um “Feedback” de Deus]

Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus.  1 João 2:12

perdao

É lindo ver que João ao escrever “filhinhos” pode estar se referenciando as crianças da Igreja. É algo que revela que o ensinamento de Cristo, de valorizar os pequeninos e colocá-los como referência, é algo que prevalecia na Igreja da época do apóstolo. Aqui se percebe a pureza do Evangelho, que precisar estar claro dentro de nós.

Nossos pecados são perdoados por causa do Senhor Jesus. Somente Nele existe perdão. Somente em Cristo podemos ser lavados da culpa de nossas falhas deliberadas contra a Majestade do Criador. A compreensão desta doutrina pode parecer clara. Mas o fato é que não bastar entender. Esta verdade deve estar dentro de nós.

A. W. Tozer, escreveu em seu livro The Knoledge of the Holy que:

“O homem que chega à crença correta sobre Deus é aliviado de dez mil problemas temporais, pois ele vê imediatamente que esses têm a ver com questões que, ao máximo, não podem o preocupar por muito tempo; embora os muitos fardos temporais sejam tirados dele, o fardo da eternidade ainda o esmaga com um peso maior de todas as angustias do mundo amontoadas sobre ele. Esse fardo poderoso é a sua obrigação para com Deus. Inclui uma obrigação imediata e vitalícia de amar a Deus de todos os poderes da mente e alma, de obedecê-lO perfeitamente, e adorá-lO dignamente.”

A realidade de se compreender o tamanho do problema do pecado é o que nos levará a constatação de que precisamos ser perdoados. E mais, de que nada do que a gente faça pode nos fazer garantir o perdão. Este fato é assustador e aterrorizante, pois nos percebemos sem escape, sem saída, sem alternativa. Nosso destino é o inferno. Mas louvamos ao Senhor pela Sua graça que nos salva gratuitamente em Cristo Jesus e nos dá a vida eterna Nele!

Ter os pecados perdoados é ter compreendido e encarnado o Evangelho. E o que seria o Evangelho senão uma boa notícia?

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito… – 1 Pedro 3:18

Pelas palavras de João, aqueles “filhinhos”, sejam criança ou a Igreja em geral tinham compreendido a mensagem do Evangelho, o recebido, e tido os pecados perdoados. A Igreja compreendera o que Jesus fez por nós. Por isso João lhes escreve, porque eram crentes em Cristo e porque João queria incentivá-los a permanecerem fiéis, elogiá-los, pois estavam no caminho correto. Não somente entenderam logicamente a mensagem de Deus, mas tiveram os pecados perdoados. E isto é importante. João não fala com quem tirou dez em teologia, com quem frequentava a Escola Bíblica Dominical, com quem tinha frequência no culto, mas ele se importa com quem tem os pecados perdoados! O que importa para João é na verdade a experiência real de perdão de pecados vivenciada por seus “filhinhos”.

Esta experiência real é o que importa para nós. É muito importante e primordial muitas coisas dentro do Corpo. Mas se não tivermos a real experiência de termos nossos pecados perdoados pelo nome de Jesus, de nada valerá estarmos presente nas atividade da igreja.

André Anéas

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1/8 – Introdução – Igualdade no Corpo [Recebendo um “Feedback” de Deus]

2/8 – Introdução – “Feedback” [Recebendo um “Feedback” de Deus]

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Oração de um Profeta Menor – A.W.Tozer

Esta oração é pronunciada por um homem chamado a ser testemunha ante as nações, e foram estas as palavras que disse ao seu Senhor no dia em que foi ordenado. Depois de os anciãos e ministros terem orado e pousado sobre ele as suas mãos, retirou-se para estar a sós com o seu Salvador, no silêncio, mais além do que os seus irmãos bem intencionados o podiam levar. E disse:

Senhor, escutei a tua voz e tive medo. Chamaste-me a uma tarefa solene numa hora grave e perigosa. Em breve abalarás todas as nações, a terra e também o céu, para que fique só aquilo que é inabalável. Senhor, nosso Senhor, aprouve-Te honrar-me chamando-me a ser teu servo. Só aceita esta honra aquele que é chamado a ser teu servo, visto ter de ministrar junto àqueles que são obstinados de coração e duros de ouvido. Eles Te rejeitaram, a Ti, que és o Amo, e não posso esperar que me recebam a mim, que sou o servo.

Meu Deus, não vou perder tempo a deplorar a minha fraqueza ou a minha incapacidade para o trabalho. A responsabilidade é tua, não minha, pois disseste: “Conheci-te, ordenei- te, santifiquei-te”, e também: “Irás a todos aqueles a quem Eu te enviar, e falarás tudo aquilo que Eu te ordenar”. Quem sou eu para argumentar contigo ou para pôr em dúvida a tua escolha soberana? A decisão não é minha, mas sim tua. Assim seja, Senhor; cumpra-se a tua vontade e não a minha.

Bem sei, Deus dos profetas e dos apóstolos, que, enquanto eu Te honrar, Tu me honrarás a mim. Ajuda-me, portanto, a fazer este voto solene de Te honrar em toda a minha vida e trabalho futuros, quer ganhando quer perdendo, na vida ou na morte, e a manter intacto esse voto enquanto eu viver.
É tempo, ó Deus, de agires, pois o inimigo entrou nos teus pastos e as ovelhas são dilaceradas e dispersas. Abundam também falsos pastores que negam o perigo e se riem das ameaças que rodeiam o teu rebanho. As ovelhas são enganadas por estes mercenários e seguem-nos com fidelidade, enquanto o lobo se acerca para matar e destruir. Imploro-Te que me dês olhos bem abertos para descobrir a presença do inimigo; que me dês compreensão para distinguir entre o falso e o verdadeiro amigo. Dá-me visão para ver e coragem para declarar fielmente o que vejo. Torna a minha voz tão parecida com a tua que até as ovelhas doentes a reconheçam e Te sigam.

Senhor Jesus, aproximo-me de Ti em busca de preparação espiritual. Pousa a tua mão sobre mim. Unge-me com o óleo do profeta do Novo Testamento. Impede que eu me transforme num religioso e perca assim a minha vocação profética. Salva-me da maldição que paira sombriamente sobre o sacerdócio moderno; a maldição da transigência, da imitação, do profissionalismo. Salva-me do erro de julgar uma igreja pelo número de seus membros, pela sua popularidade ou pelo total de suas ofertas anuais. Ajuda-me a lembrar-me de que eu sou profeta, não um animador, não um gerente religioso, mas um profeta. Que eu nunca me transforme num escravo das multidões. Cura a minha alma das ambições carnais e livra-me do prurido da publicidade. Salva-me da servidão das coisas materiais. Impede-me de gastar o tempo entretendo-me com as coisas da minha casa. Faze o teu terror pousar sobre mim, ó Deus, e impele-me para o lugar de oração onde eu possa lutar com os principados, e potestades, e príncipes das trevas deste mundo. Livra-me de comer demais e de dormir demais. Ensina-me a auto-disciplina para que eu possa ser um bom soldado de Jesus Cristo.

Aceito trabalho duro e pequenas compensações nesta vida. Não peço um cargo fácil. Procurarei ser cego aos pequenos processos de facilitar a vida. Se outros procuram o caminho mais plano, eu procurarei o caminho mais árduo, sem os julgar com demasiada severidade. Esperarei oposição e procurarei aceitá-la serenamente quando ela vier. Ou se, como por vezes sucede aos teus servos, o teu povo bondoso me obrigar a aceitar ofertas expressivas de gratidão, conserva-Te ao meu lado e salva-me da praga que a isso freqüentemente se segue; ensina-me a usar o que porventura receber de tal modo que não prejudique a minha alma nem diminua o meu poder espiritual. E se a tua providência permitir que me advenham honras da tua Igreja, que eu não esqueça naquela hora que sou indigno da mais ínfima das tuas misericórdias, e que, se os homens me conhecessem tão intimamente como eu me conheço a mim próprio, me retirariam tais honrarias para as darem a outros mais dignos delas.

E agora, Senhor do céu e da terra, consagro-Te o resto dos meus dias, sejam eles muitos ou poucos, consoante a tua vontade. Quer eu me erga perante os grandes quer ministre aos pobres e humildes, essa escolha não é minha, e eu não a influenciaria, mesmo que pudesse. Sou teu servo para cumprir a tua vontade. Ela é mais doce para mim do que a posição, ou as riquezas, ou a fama, e escolho-a acima de tudo o mais na terra ou no céu.

Embora eu tenha sido escolhido por Ti e honrado por uma alta e santa vocação, que eu nunca esqueça que não passo de um homem de pó e cinza com todos os defeitos e paixões naturais que atormentam a humanidade. Rogo-Te, portanto, meu Senhor e Redentor, que me salves de mim próprio e de todo o mal que eu puder fazer a mim mesmo enquanto procuro ser uma bênção para os outros. Enche-me do teu poder pelo Espírito Santo, e eu caminharei na tua força e proclamarei a tua justiça – a tua tão somente. Anunciarei a mensagem do teu amor redentor enquanto tiver forças.

E, Senhor amado, quando eu for velho e estiver fatigado, demasiado cansado para prosseguir, prepara-me um lugar lá em cima e conta-me entre o número dos teus santos na glória eterna. Amém.

A.W.Tozer

Fonte: Revista Fé para Hoje, originalmente publicado em Português pela Revista Teológica, Seminário Teológico Batista, Leiria, Portugal, Vol III, Abril-Junho 1964, No. 2