Há uma Batalha Dentro de Nós!

batalha

A graça e a paz do Senhor!

Ontem, dia 11/01/2016, tive o privilégio de pregar na Igreja Batista em Grajaú, cujo pastor é o meu amigo Edmilson. Foi um tempo precioso do Senhor!

A mensagem teve o tema “Há uma Batalha Dentro de Nós!”. Entender esta batalha nos dá a chave para vencermos os desafios da igreja de hoje, desafios que se tornam cada vez maiores…

O serviço cristão, que carece de espontaneidade, dedicação, qualidade. A adoração, que carece de unção, da presença de Deus, verdadeiros adoradores. O pastorado, que carece de profetas, verdadeiros pastores de ovelhas, de servos. Os seminários, que carecem de seminaristas humildes, centrados, sérios. As diretorias de igrejas, que carecem de amor ao próximo, de oração, temor a Deus. Homens e mulheres, que carecem de honestidade, vida social exemplar, conduta ética que dê bom testemunho de Jesus Cristo. E assim por diante…

A batalha que me refiro é da carne contra o Espírito. A batalha que somente cristãos verdadeiros enfrentam.

Creio que o Espírito Santo falará ao seu coração.

Nele,

André Anéas

Há uma Batalha Dentro de Nós!

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Viver pela Fé

Fé

Graça e a paz do Senhor!

Em 14/09/2014, preguei o sermão “Viver pela Fé” na IBS (Igreja Batista no Sumarezinho).

Uma palavra que nos revela as características da fé de Abraão no episódio mais desafiador de sua vida, quando recebe a ordenança de Deus para sacrificar seu amado filho Isaque. Uma mensagem que nos desafia e nos faz refletir se temos uma fé corajosa, independente das circunstâncias e perseverante. Se, verdadeiramente, vivemos pela fé.

Que o Espírito Santo fale ao seu coração!

André Anéas

 

Viver pela Fé

Exemplo de Paulo [Desqualificados!]

PauloSe alguém pensa que tem razões para confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à Lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na Lei, irrepreensível. [4b-6]

O apóstolo tinha muitos motivos para confiar em sua “carne”. Circuncidado conforme orienta a Lei, pertencente a tribo de Benjamim (descendente de Saul), verdadeiro hebreu (filho de hebreus), fariseu (estudioso e praticante da Lei), perseguidor da igreja (combatia a ameaça ao judaísmo) e irrepreensível quanto a justiça da Lei (reconhecido por sua conduta)! Que currículo! Acrescentaria ainda que fora ensinado pelos maiores de sua época, como Gamaliel (Atos 22:3). Paulo não era um qualquer que tentou algumas coisas na vida e como tudo deu errado foi “tentar a vida” como pregador do evangelho. Paulo tinha motivos de sobra para se orgulhar e se sentir “de Deus” mais do que qualquer outro naqueles dias. Ele era diferenciado e acima da média.

Por isso, ele afirma que poderia confiar na “carne”. Confiar, se vangloriar, se orgulhar. Tinha razões para isto. Tinha consciência de que ele estava acima de outros no que tange a tradição judaica. Destaco aqui sua irrepreensibilidade quanto a Lei. Paulo era impecável no cumprimento da Lei, ao menos em aspectos exteriores. Ele tinha motivos para confiar em sua própria justiça e com certeza tinha boa reputação como judeu nos círculos religiosos. Quando ele critica estes judaizantes, ele o faz com propriedade de quem já valorizou aquilo que eles valorizam, aspectos exteriores. Também, como perseguidor da igreja, ele era implacável. Lutava e fazia o que era preciso para combater a “seita” recém surgida dos seguidores de Jesus. Mais um motivo para ter sua reputação elevada, pois não se tratava apenas de um discurso, mas de prática!

André Anéas

[acompanhe esta série de posts sobre Desqualificados!]

1/10 – Introdução [Desqualificados!]

2/10 – Contexto [Desqualificados!]

3/10 – Confiança no Espírito ou na carne? [Desqualificados!]

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Confiança no Espírito ou na carne? [Desqualificados!]


carne ou Espírito?Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor! Escrever de novo as mesmas coisas não é cansativo para mim e é uma segurança para vocês. Cuidado com os “cães”, cuidado com esses que praticam o mal, cuidado com a falsa circuncisão! Pois nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Cristo Jesus e não temos confiança alguma na carne, embora eu mesmo tivesse razões para ter tal confiança… [1-4a]

A principal preocupação do apóstolo Paulo é de que os filipenses fossem persuadidos a confiarem na “carne”. Ele tinha recebido notícias de que um grupo de judaizantes seguidores de Jesus queriam influenciar os gentios a seguirem práticas judaicas. Ao tratar deste assunto em outras cartas é comum a referencia à expressão “obras da Lei”. Não que Paulo desprezasse a Lei de Deus, afinal de contas ele chega a afirmar em Romanos que a Lei é boa. O grande problema do apóstolo no que se refere às “obras da Lei” são os elementos de fronteira, que eram evidências claras para comunidade judaica de quem era ou não de Deus. Estes elementos são citados muitas vezes: as regras alimentares, a guarda do sábado e, como tratado aqui neste texto de Filipenses, a circuncisão. Paulo não tinha problema algum que judeus continuassem a seguir estes preceitos, mesmo após se tornarem seguidores de Jesus. Isso não significa que eles criam que eram salvos pelas obras, pois não criam. Mas, existiam aspectos comumente aceitos para identificar um bom judeu do “nem tão bom assim”, semelhantemente ao que a igreja faz hoje para identificar externamente o crente bom do ruim. O grande problema para o apóstolo dos gentios era que estes judaizantes em Filipos queriam influenciar os gentios a seguirem estas práticas, tentando submete-los ao jugo da Lei (tradição), incluindo obstáculo para pura graça salvadora de Deus.

O que temos aqui nada mais é do que a “tradição”, o “costume” e a “religiosidade” servindo de fator decisivo para o destino eterno das pessoas. Existe uma transferência de confiança. Ao invés de se confiar em Deus, pela fé, no perdão de pecados, se confia na “carne”. Ou seja, naquele tipo de elemento externo, claro e de senso comum, que por sua vez depende do próprio adorador e não de Deus.

Paulo “pega pesado” com estes judaizantes. Os chama de “cães”. Um adjetivo muito pejorativo para época. Se percebe uma certa ironia por parte do apóstolo, pois “cães” era o nome dado pelos judeus aos gentios. Paulo usa a mesma expressão para se referenciar aos judeus. E mais do que isso, diz que eles são da “falsa circuncisão”. Literalmente ele está dizendo que a circuncisão deles não passa de uma mutilação feita no próprio corpo, sem valor algum! Imagina para um judeu o que representa estas palavras? Paulo sabia exatamente o que isto representava, afinal de contas, Paulo era judeu. Em Gálatas 5:12 Paulo chega a escrever que por ele este judeus deviam literalmente cortar os órgãos genitais! A circuncisão que não representava uma verdadeira mudança no coração, para Paulo, era algo inútil e não passava de um ritual sem sentido algum. Quando ele declara que “… embora eu mesmo tivesse razões para ter tal confiança” fica claro que Paulo compreendia exatamente do que estava falando.

A preocupação com a segurança da igreja em Filipos se dava em razão destes “cães” a quem Paulo se refere. Paulo tem consciência de que os filipenses estavam vulneráveis a falsos mestre com seus falsos ensinos. Mas não se tratava de um ensino claramente herético, em que facilmente se identificava o erro. Se tratava de seguidores de Cristo, que estavam influenciando o rebanho para um caminho equivocado.

André Anéas

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