Os propósitos da Igreja

Graça e paz!

Compartilho a mensagem que preguei na Igreja Batista Mundo Novo em 20/05/2018. Estou convicto de que este conteúdo é importantíssimo para nossa reflexão sobre para que a Igreja existe e para nossa prática cristã, dentro das diversas comunidades em que estamos inseridos. Faço questão de mencionar que grande parte do insights são fruto de um encontro de pastores que participei no final do ano passado.

Nesta mensagem retornei ao livro de Atos, em que Lucas nos relata aspectos muito importantes da igreja do primeiro século. Conseguimos perceber nas leituras do livro aspectos fundamentais da Igreja, que em muito se distinguem da realidade institucional (que tem sua devida importância). A abordagem é da Igreja de Jesus, uma Igreja orgânica, viva e em movimento.

Oro para que o Senhor abra os olhos do seu coração e que o Espírito Santo o aqueça. Oro para que você seja a Igreja na essência do que ela é.

nEle,

André Anéas

Qual o propósito da Igreja?

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Princípios para o Serviço Cristão

serviçoA graça e a paz do Senhor Jesus!

Compartilho uma mensagem pregada em 15/11/2015, na Igreja Batista Mundo Novo, sobre “Princípios para o Serviço Cristão”. Minha oração, desde já, é para que Deus fale profundamente ao seu coração!

Dentro do contexto da igreja brasileira não existe uma igreja que diz que não esteja servindo a Deus. Todas, e eu desconheço qualquer exceção, dizem estar realizando a obra do Senhor. Porém, existem alguns indícios que nos fazem questionar se as obras destas igrejas são bem vistas aos olhos do dono da Igreja: Jesus Cristo.

Ora, desejamos servir a Deus como nós queremos ou como Ele quer? Esta resposta é determinante para sabermos se Ele se agradará de nós ou não. Tomando como exemplo a igreja reprovada de Laodicéia (Ap 3:14-22), vamos compreender o que é esperado de verdadeiros servos e servas do Senhor.

Deus abençoe sua vida!

André Anéas

Princípios para o Serviço Cristão

A Inconstância da Igreja

montanha-russa

A graça e a paz do Senhor!

Com muita alegria no coração, compartilho uma pregação intitulada “A Inconstância da Igreja”, pregada na amada igreja Batista em Sumarezinho, em 31/05/2015.

É óbvio que somos todos inconstantes. Somos humanos. Somos quase uma montanha-russa, ora em cima, ora embaixo. Porém, a pergunta que precisamos fazer é o que Deus pensa da inconstância da Igreja? E é aqui que precisamos nos atentar…

Uma mensagem baseada na carta para igreja de Éfeso, ditada do céu pelo próprio Senhor Jesus ao seu servo João (Apocalipse 2:1-7). Creio que o Senhor falará ao seu coração e te desafiará com aquilo que Ele pensa sobre nossa inconstância.

Deus abençoe e que Ele te encha do Espírito de Cristo!

A Inconstância da Igreja

Introdução – “Feedback” [Recebendo um “Feedback” de Deus]

feedbackFilhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus. Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno. Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno. – 1 João 2:12-14

Quem não gosta de ser elogiado? Quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido? A quem um elogio não motiva a continuar no caminho certo? Um elogio nos motiva a continuar na mesma direção, avançando. Por outro lado, uma repreensão verdadeira e genuína, recebida por quem é humilde para reconhecer falhas, nos provoca a mudar de direção, sair do caminho que nos leva para o local errado e voltarmos ao caminho que nos leva para o “alvo”.

O apóstolo João procura neste trecho incentivar a Igreja. Justificando o motivo de lhes escrever (“eu lhes escrevo porque…”), ele procura incentivar o povo a continuar no caminho correto, no caminho que leva a vida. Ele reconhece que mesmo em meio as investidas dos falsos mestres com seus falsos ensinos, a Igreja tem se mantido fiel a Palavra do Senhor, ao Evangelho de Cristo. Claro que aqueles que lerem as palavras de João e não estiverem sendo fiéis, certamente encararam estes “elogios” de outra maneira. Com inveja ou com temor, quem sabe motivando-os a se voltarem ao caminho correto.

Certo é que o verdadeiro cristão gostaria de ser elogiado por sua conduta. Ter um feedback de como está o caminhar cristão seria algo excepcional, pois poderíamos tomar atitudes para corrigir falhas e nos motivar a continuar nos acertos.

Imagine receber as Palavras do apóstolo João da boca de seu pastor no final de seu ministério, condição em que provavelmente se encontrava João. Imagine receber estes elogios do próprio apóstolo João, o qual aprendeu pessoalmente com o Senhor. Quão tremendo seria!

Mas o que precisa nos inquietar é a realidade que este feedback nos será dado pelo próprio Senhor um dia. E a realidade de que prestaremos contas e de que não haverá mais tempo de corrigir nada deve nos manter alertas como crentes, vigilantes. Daí a importância de compreender aquilo que João disse à Igreja e avaliar nossas vidas diante de Deus para vermos se estamos em condição de obreiros aprovados ou não.

André Anéas

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1/8 – Introdução – Igualdade no Corpo [Recebendo um “Feedback” de Deus]

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Introdução – Igualdade no Corpo [Recebendo um “Feedback” de Deus]

Igualdade

Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus. Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno. Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno. – 1 João 2:12-14

Introdução:

Para compreender melhor aquilo que o apóstolo João expressa no texto de sua primeira epístola, precisamos compreender dois conceitos importantes: igualdade no Corpo de Cristo e o que é um Feedback. Neste primeiro post introduzirei a Igualdade no Corpo.

Igualdade no Corpo

A Igreja do Senhor é formada por pessoas diferentes. Ela é heterogênea. Temos no nosso meio crianças, jovens, adultos, homens, mulheres, os “mais experientes”, aposentados, estudantes, trabalhadores, etc. Gente de toda tribo, língua e nação. Mas, mesmo em toda diversidade do Reino, existe algo que nos une, que nos faz iguais, que nos faz semelhantes, que nos faz irmãos. O Senhor Jesus é o que nos faz ser Corpo.

Estamos unidos por Ele. Se não fosse Cristo Jesus, de maneira alguma nos reuniríamos, nos amaríamos. Cristo quebra as barreiras entre nós e constrói pontes que nos unem, nos aproximam. Deus, em Cristo, nos transporta de um império de trevas, egoísmo, rancor, para o Reino do Filho do Seu amor (Colossenses 1:13)!

No Reino de Deus não há espaço para discussões envoltas a vaidades humanas, semelhantes a dos discípulos de Jesus, que discutiam quem seria o maior (Marcos 9:30-35). Fazemos parte de um povo que sabe que todos servem a todos. O maior é o menor. O primeiro é o último. O chefe é o escravo. Por isso, na Igreja do Senhor existem sérias advertência àqueles que ensinam a Palavra, pois serão julgados com maior rigor (Tiago 3:1). Não tem espaço para quem busca status ou fama.

Além disso, não existe na Igreja de Deus um conhecimento oculto, em que os que conhecem esta verdade (sabedoria, conhecimento) se aproxima mais de Deus. Não! Na Igreja a verdade é o Filho, e devemos conhecê-lo e prosseguir em conhecê-lo (Oséias 6:3).

Na Igreja “tamanho não é documento”. Não digo em estatura, mas em idade, experiência de vida, classe social, etc. Todos tem importância. O apóstolo João demonstra esta realidade em sua primeira carta, buscando sempre se referir a todos no Corpo e de forma amável.

Cristo nos une e somos todos iguais Nele. Esta é uma verdade. Porém, em meio a tanta heresia no meio da Igreja, o apóstolo do amor busca esclarecer o que é verdadeiramente ser crente em Cristo. 1a João nos é útil, pois em meio as afirmações do apóstolo, somos confrontados com nossa vida. As verdades colocadas por João, nos servem de “testes”, que nos farão ver se verdadeiramente somos filhos da luz.

Sendo íntimo de seus destinatários, o que fica claro pela maneira de referenciá-los, ele destila elogios, dá um feedback. Aquilo que o apóstolo vê na igreja de positivo não é poupado em suas palavras. E são sobre estes elogios – feedbacks positivos – que gostaria de falar. Elogios ou verdades constatadas por João sobre a Igreja que, embora tenham destino a classes de pessoas dentro da comunidade do 1o Século, certamente podem ter como receptores qualquer pessoa no Corpo e em qualquer época, pois conforme vimos, todos somo um Nele.

André Anéas

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Primeiro Passo para um Avivamento

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É muito evidente que qualquer igreja deseja passar por um avivamento. “Avivamento” que, independentemente da definição, signifique despertamento do povo e dos líderes para santidade, estudo da Palavra, envolvimento na obra de Deus com afinco e dedicação, disposição, sede de Deus, sede por viver de maneira pessoal com Cristo e sede por ser, de fato, cheio do Espírito Santo.

Me surpreende, e muito, que as igreja históricas e tradicionais tenham tido este “despertar” para esta necessidade. Qual necessidade? A necessidade de uma ação sobrenatural de Deus para “avivar” a fé da igreja. Um agir sobrenatural que realmente “faça acontecer” uma experiência cristã real, indiscutível e semelhante a de muitos homens e mulheres de Deus do passado. Se percebe nesta geração que a “ficha caiu”. Ou seja, que não adianta ir na força de estratégias humanas: planejamentos, persuasão, insistência, pedidos e mais pedidos para que se evangelize, ore, eventos e mais eventos e assim por diante. Todos percebem que existe a necessidade de AVIVAMENTO!

Achei muito interessantes estes dias ouvir um pregador de uma igreja tradicional dizendo algo do tipo: “precisamos de avivamento, seja lá o que signifique isto!”. O que mais me chamou a atenção deste pastor foi não restringir o que significa “avivamento”. Ele poderia ter colocado restrições em relação aos dons do Espírito Santo, manifestações em cultos públicos, tentado dar uma “podada”, e assim por diante. Mas, naquele contexto de igreja tradicional-histórica, ficou claro, pelo menos para mim, que ele estava apelando. Apelando para conscientizar o povo desta real necessidade: ser vivo (avivado), o contrário de “morto” (apático). Mesmo não sabendo direito o que esperar deste “avivamento” ou como ele se dará, fato é que ele – este pastor – o desejava muito! Deseja “ser cheio do Espírito Santo, não em gotas, mas receber uma overdose” (nas palavras do pastor).

Pensando em tudo isto, olhei para história da igreja e me lembrei de muitos que buscaram este avivamento, muitos que, inclusive, o receberam. Estes que, em contextos tradicionais-históricos, tentaram conscientizar o povo e a liderança e que, talvez pela novidade, traçaram seus passos usando de formas questionáveis neste processo de conscientizar. Porém, mesmo com falhas, indiscutivelmente foram genuínos em suas intenções. Estes que se foram, por serem “convidados a se retirarem” ou expulsos mesmo. Acusados de divisão, acusados de causar problemas para a instituição e sua liderança institucionalizada (os que “gerenciam” o sagrado). Estes que, por outro lado, foram vítimas. Vítimas de gozações, vítimas de artimanhas, vítimas de complôs para desligamento da “instituição-igreja”.

Vítimas para uns e réus para outros. Entretanto, gente que quis ir além, gente que desejou experimentar algo mais real, genuíno e “avivado”. Gente que experimentou e quis repartir. Gente não muito diferente dos discípulos descritos em Atos dos Apóstolos. Gente de Deus.

Voltando para esta igreja que descrevi de início e o pastor em busca por este “despertamento”, “avivamento”, me pergunto: qual o primeiro passo para receber este AVIVAMENTO, embora ele não se saiba exatamente o que é e como é? Resposta: penso ser o pedido de perdão a tantos e tantos que o buscaram, por vezes o receberam e foram, na melhor das hipóteses, “convidados a se retirarem”.

Se o Espírito Santo é um, penso que Ele – o Espírito Santo – habita nestes “réus”. Se o Espírito Santo habita nestes e o avivamento é genuíno, o Espírito Santo se entristeceu com os “gerenciadores do sagrado” do passado (e ainda com os do presente). Logo, aqueles que outrora entristeceram o Espírito Santo, mas que hoje desejam avivamento, devem clamar por perdão a Deus e para estes servos e servas de Deus que foram seus alvos. Afinal de contas, como esperar um avivamento que só pode vir do Espírito Santo, sendo que no passado o entristeceram (mesmo não sabendo – desde épocas remotas – do que se tratava)?

Este primeiro passo, que reflete muita humildade e respeito, é um grande passo para o avivamento!

E dentro da Igreja? [Cristãos Imprevisíveis]

Igreja é para os de fora, para sermos SAL e LUZ para eles. Mas e quando nos reunimos? Hebreus nos diz para não sermos como aqueles que não se reúnem como igreja (Hebreus 10:25). Mas e nestas reuniões? O que devemos esperar delas? Como elas devem ser?

Coerência. Temos em primeiro lugar de ser como somos lá fora. De que adiantaria ser igreja dentro de um prédio (levando em consideração que igreja somos nós), se lá fora sou totalmente diferente? Seria incoerente com você, comigo. Se conosco já fica complicado, quanto mais com o mundo a nos observar. Se somos igreja, pessoas levadas pelo Espírito Santo lá fora, quanto mais aqui!

de dentroAgora, também não podemos ser daqueles que na igreja, nos eventos, somos animados, dando a ideia de pessoas apaixonadas por Jesus, mas lá fora não somos nada disso. Se lá fora somos levados pela nossa carne, cuidado. 1 Coríntios 5:11 nos alerta sobre esta situação “não se associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, beberrão… Com eles nem comais”. Este ensinamento paulino tem muito a ver com o ditado popular: “uma laranja podre apodrece as demais”. A igreja, nós, temos de ser zelosos um para com os outros. Nos cuidar mutuamente para que sempre sejamos vigilantes sobre nossas vidas, nossa conduta. E, além disso, sabemos que Ele vem como ladrão, por isso precisamos sempre estar atentos!

Quando a igreja se reúne devemos ter expectativa de adorá-lo JUNTOS! Expectativa de ouvir Sua voz! Acredito que quando a igreja do Senhor está reunida algo acontece de maneira excepcional! É como se soldados que pelejavam voltasses para seu quartel general e pudessem ter um tempo de refrigério.

Não sei o que você espera de um culto ao Senhor de domingo. Mas nós deveríamos esperar o imprevisível! Pessoas curadas, o mover de Deus, adoração em Espírito e em Verdade e principalmente, Ele glorificado, exaltado por todos nós! Um local de profunda paz, de amor e alegria no Espírito Santo! O Reino de Deus implantado na terra!

É sobre nós, a igreja, que os portões do inferno não prevalecem!

André Anéas

[acompanhe esta série de posts sobre Cristãos Imprevisíveis]

1/9 – Introdução: nós e o propósito da Igreja [Cristãos Imprevisíveis]

2/9 – Contexto e história de Elias no monte Carmelo [Cristãos Imprevisíveis]

3/9 – Elias: profeta imprevisível [Cristãos Imprevisíveis]

4/9 – Teoria versus Prática [Cristãos Imprevisíveis]

5/9 – Igreja é para os de fora! [Cristãos Imprevisíveis]

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Cristãos Imprevisíveis

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