Desafio 2: Paixão, Convicção e Inspiração [“Independência” é Morte]

Sendo nós cristãos, fazemos parte da igreja do nosso Senhor e temos uma missão: ser sal. Ou seja, fazer diferença nesta terra. Agora eu te pergunto: se não formos cristãos apaixonado, convictos e, consequentemente, inspiradores, de que maneira faremos diferença aqui na terra? Talvez você possa achar que possui estas características. Mas creio eu que devemos nos examinar, como as Escrituras nos orientam.

  • Tenho paixão pelas coisas do Reino de Deus? Por Jesus? Pela igreja?
  • Estou convicto de que Ele é a verdade?
  • Sou inspirado e as pessoas ao meu redor são inspiradas pela minha paixão e minha convicção?

Paixão

Deve haver em nós sentimento, emoção, paixão por Jesus! Quando nós acordamos, nosso primeiro pensamento precisar ser Ele, quando nos deitamos, nosso último pensamento deve ser Ele. Quando estamos em nossas reuniões nas comunidade de fé devemos ter espaço para vibrar de alegria por aquele que nos salvou. Precisamos ser mais apaixonados, mais vibrantes por Ele.

É necessário nos entregar totalmente ao Espírito Santo. Precisamos voltarmos a enfatizar a vida no Espírito, o ser cheio Dele, o se alegrar Nele. Tenho certeza que uma vez que tenhamos mais experiências com o Espírito Santo que habita em nós, mais paixão pelo Senhor teremos. A adoração em nosso meio será diferente, nossas orações serão mais fervorosas, nossa pregação terá mais intrepidez e nossas atitudes refletirão as atitudes do Filho.

Convicção

Totalmente dependente da paixão é a convicção. Afinal, se tivermos uma convicção (intelectualidade, conhecimento, …) sem paixão, seremos bons teóricos, mas mortos pela letra e sem vida. Agora, a importância da convicção se dará nos momentos de adversidade, nos momentos de luta, nos momentos de testes proporcionados para nosso crescimento e maturidade.

Sem sombra de dúvida, existirão dias em que vamos ter de agir com base na nossa convicção e não em nosso sentir. É neste momento que vamos ter de ser disciplinados para cumprir princípios da Palavra de Deus. Isto pode ser refletido em ter comunhão com o Corpo de Cristo, em adorar a Deus em meio as dificuldade e em não cessar nossas orações. A igreja precisa estar pronta para cumprir seu papel por mais que as circunstância digam que é impossível.

Muitas vezes, o ir em “mais” um culto pode se tornar um momento de profundo quebrantamento, “mais” um período de oração, poderá se tornar o momento mais próximo de Deus, “mais” um momento de adorar ao Senhor, poderá ser o dia em que os céus se abrirão para contemplarmos a glória de Deus. “Mais” um dia anunciando as boas novas, pode ser o dia em que um pecador será salvo. Mas tudo isto só acontecerá se tivermos plena convicção de quem Ele é e formos disciplinados.

Inspiração – Vida em comunidade

Uma realidade que reflete o resultado de paixão e convicção, a inspiração (testemunho para tão grande nuvem de testemunhas que nos cercam), é a comunidade cristã. Nós devemos ser semelhantes a soldados que lutam por nosso grande general, Jesus. E nós, como soldados da mesma guerra, da mesma causa, engajados, militantes e salvos da morte pelo mesmo Senhor, devemos refletir paixão, convicção e inspiração.

João 15:13 fala de um amor por um amigo, mas um amor voluntário e não um amor exigido. Quem são nossos amigos? Ao olhar para o irmão do seu lado na igreja você vê um amigo? Cristo morreu por amigos, para tornar o servo em filho e senhor em Pai. A exemplo de Cristo, dar a vida por um dos nossos pode implicar em:

  • Feridas tratadas em amor
  • Viver sem falsidade
  • Viver sem omissão
  • Menos orgulho
  • Mais perdão

Abro um parênteses: o que dizer dos líderes selecionado pelo Senhor (Efésios 4:11)? Como precisam ser inspiradores como fruto de sua paixão e convicção! São responsáveis pela edificação dos santos. Tamanha responsabilidade!

Nosso viver em comunidade deve inspirar quem nos observa, quem nos analisa. Se de fato o amor do Senhor está em nós, amaremos uns aos outros, conforme João 13:34-35.

André Anéas

[acompanhe esta série de posts sobre “Independência” é Morte]

1/9 – Introdução [“Independência” é Morte]

2/9 – Jesus: Grande Líder “Da Causa” [“Independência” é Morte]

3/9 – E Quanto a Nós? [“Independência” é Morte]

4/9 – Características do Mestre: Paixão [“Independência” é Morte]

5/9 – Características do Mestre: Convicção [“Independência” é Morte]

6/9 – Características do Mestre: Inspiração [“Independência” é Morte]

7/9 – Desafio 1: Morrer [“Independência” é Morte]

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Características do Mestre: Paixão [“Independência” é Morte]

Quando pensamos em paixão automaticamente vem em nossa mente um sentimento, uma emoção. O “sentir” e se “emocionar” faz parte do nosso ser. Nós choramos, sorrimos, nos iramos, ficamos tristes, explodimos de alegria. O sentir faz parte de nós. Quando temos uma experiência pessoal com Cristo é impossível que vivamos sem emoção, paixão, sentimento.

Uma cena que vem a minha mente ao pensar em um Jesus apaixonado é pensar Nele ensinando quando criança no templo em Jerusalém. Ainda faltavam muitos anos para o calvário, em que Ele iria concretizar sua missão aqui na terra, porém, como vemos nas Escrituras, desde pequenino Jesus amava falar do Pai, dividir o Pai, aprender do Pai.

Outro fato que nos mostra a paixão do Senhor pelo Seu ministério é sua compaixão pelas vidas, revelada nos inúmeros milagres por Ele proporcionados. Ele, que é nosso Sumo Sacerdote, veio até nós e sentiu o que nós sentimos, chorou, teve fome, compaixão, foi tentado. Eu imagino Jesus olhando para nós tão imersos no pecado, presos em nossas cadeias e, mesmo pendurado no madeiro, ainda houve tempo de ter compaixão de um pecador. Mesmo em meio a todo o sangue Ele foi capaz de salvar aquele homem que o reconheceu. Talvez Ele deva ter pensado: “vai valer a pena, pois assim que eu morrer, assim que tudo for consumado, eles terão como se salvar, eles sairão da prisão do pecado para adorar ao Pai, eles terão vida em abundância, eles terão a paz que transcende o entendimento”.

Alguém que se entrega como Cristo se entregou tem paixão, tem amor, tem sentimento, tem emoção, tem Vida.

André Aneas

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1/9 – Introdução [“Independência” é Morte]

2/9 – Jesus: Grande Líder “Da Causa” [“Independência” é Morte]

3/9 – E Quanto a Nós? [“Independência” é Morte]

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Introdução [“Independência” é Morte]

“Eles foram convencidos pelo discurso de Gamaliel…” – Atos 5:40 [leia Atos 5:17-41]

Estado de “Independência”

Durante toda minha vida, nestes quase 25 anos, pude perceber que existe algo no ser humano que é um “combustível” para ele viver, uma grande motivação. Isto fica muito claro para mim quando observo a história. Em quantas guerras o homem já se envolveu? Quantos já morreram por conta de algum “ideal”? Quantos povos, tribos e nações envolvidas em algum tipo de conflito? Qual seria o porquê de toda história de guerras e conflitos entre os homens? Parte destas minhas percepções está baseada em filmes de guerras (medievais, modernas…), documentários, leituras sobre história. E quando nós olhamos para a história, em meio a todos estes conflitos, é praticamente certeza que encontraremos uma palavra: “independência”. Muitas vezes esta independência é transfigurada na palavra liberdade. Não basta somente irmos até um dicionário para entendermos o que esta palavra significa, pois não seria possível que somente seu significado motivasse homens pela história a bradarem por independência (ou liberdade), a ponto de entregarem suas vidas por um “ideal”. A questão não é e nunca foi a independência em si, mas sim o estado proporcionado por ela.

Deixando de lado a conquista pela conquista e a glória pela glória, almejada por muitos, o homem em geral luta por independência pelo estado de liberdade proporcionado por ela. Não se trata de algo superficial, mas de profundidade imensa! O estado de independência é um combustível significativo na vida do homem. A liberdade de trabalhar e fornecer condições dignas para sua família viver, educando os filhos, amando sua esposa e desfrutando da vida sem o julgo de algo “opressor” é algo que mexe de tal maneira com as emoções humanas que levaram muitos a declararem: “independência ou morte”. O estado de “independência” nos dá a clara ideia de um estado de plena satisfação, de plena realização, de que tudo foi conquistado e o que resta é desfrutar/viver dentro deste estado de perfeita paz. É interessante pensarmos que a morte é a segunda opção. O mais importante para os que bradaram esta frase é que se não for para se alcançar este estado de “independência” melhor seria morrer. Porém, ao viver neste estado, creio eu que, se a escolha do futuro ficasse a cargo do homem, com certeza, a imortalidade seria a principal escolha (a se ver por aqueles que buscam conquista pela conquista e a glória pela glória – já tendo alcançado a tempos a “independência”).

Grandes Líderes

Obviamente, no meio de tantas batalhas por “ideais” diversos, que de uma forma ou de outra, são águas cujas nascentes tem relação direta com “independência” e “liberdade”, quantos são os homens que se pudessem escolher sair do campo de batalha ou não manter vínculo algum com os “ideais” da causa pelejada assim o fariam? Sim, com certeza este número não é pequeno, pois o que nos chega muitas vezes é a parte romântica da história. Entretanto, o que dizer dos grandes líderes? Independente do romanticismo, algo é notório. Muitas vezes o desejo pela liberdade e pela conquista de uma “independência” que leve o povo, tribo ou nação em questão a desfrutar de um estado de paz é tão elevado que praticamente pode ser personificado nestes líderes. Che Guevara, Nelson Mandela e William Wallace são alguns exemplos. Este último, famoso guerreiro escocês (do filme Coração Valente), dizem ser seu este verso: “Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão, meu filho”.

Características dos Grandes Líderes

Vocês podem me perguntar: o que isso tudo tem a ver conosco? Não quero fazer apologia a nenhuma ideologia aqui, senão somente ao evangelho do Senhor Jesus. Mas existem algumas características notórias nestes grandes nomes da história, se assim podemos dizer. Primeiro: Todos são completamente apaixonados por aquilo que lutam (emoção). O desejo pelo estado proporcionado pela “independência” em questão inflama suas vidas a ponto de se entregarem pela causa, lutando até a morte se necessário; Segundo: Todos estão convictos de suas “causas” (razão). A convicção é tamanha que investem suas vidas, correndo risco de morte, para alcançar seus objetivos; Terceiro: A paixão e convicção são tão grandes que inspiram seus liderados. O “fogo” que os inflama incendeia todos ao redor, gerando a mesma intensidade nos “compatriotas” de causa. Paixão, convicção e inspiração. Três palavras que tem tudo a ver com os grandes bramadores de “independência ou morte”.

André Aneas

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