A experiência da libertação

[Meditações no Salmo 9]

O mundo é injusto. A injustiça se manifesta de forma cristalina. Uma minoria detém os recursos financeiros do globo. A maioria vive a vida com o que sobra. Muitos sequer vivem, tão somente sobrevivem. A fome ainda assola a humanidade. Falta água para irmãos e irmãs! Coisas simples do cotidiano – ambiente limpo, com saneamento básico e livre de contaminação – é um luxo. A opressão ao pobre é real. A humanidade sofre e é oprimida por gente desumana, gananciosa e perversa. Em diversos momentos gememos, ficamos abatidos e aprisionados em um sentimento de impotência diante da maldade que nos aflige. Há esperança? A experiência da libertação desse mal real que abala o físico e o emocional é possível no Eterno! O salmista grita de gratidão, dá graças a Deus e canta. Por quê? Porque Deus age na história das mazelas humanas. Deus toma partido da causa do pobre. Deus se manifesta colocando a casa da humanidade em ordem. Deus vem com livramento para o que clama e suplica por ajuda. O Deus do salmista toma partido da causa do sofredor e se faz presente para todo aquele que o busca. Há esperança. Deus é justo juiz e nenhuma maldade passa despercebida. Quando Ele se revela ao pequenino – o oprimido –, que está em prantos, faz questão de colocar a humanidade opressora em seu devido lugar. Deus não foge da briga. Para quem se coloca como necessitado e carente, triste e abatido, fracassado e derrotado, o Eterno se mostra como uma torre forte no dia da angústia, como uma barreira contra as tempestades da existência. Nessa torre cabe todo o que busca proteção, auxílio, renovo, restauração, sustento e amor. Na torre de Deus sempre há espaço para o que sofre. Quem está nela pode cantar de alegria, pois tem certeza de que Deus faz justiça e de que Ele não esquece dos desabrigados. Como é bom ser alvo da proteção e da libertação de Deus! Que desgraça é ser alvo da justiça e da mão que pesa contra o que aprisiona a humanidade. Louvemos, pois, o SENHOR de todo o coração, pois Ele é libertador e provedor de esperança no mundo caído. O Altíssimo sempre lembra do prisioneiro injustiçado e tem prazer em romper as correntes que o aprisionam!

André Anéas

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A experiência da prosperidade

Graça e paz!

Compartilho a mensagem que preguei no último domingo na IBQ. Falei sobre a “experiência da prosperidade” a partir do salmo primeiro. O que é prosperidade? O que é felicidade? Como desfrutar da alegria da prosperidade durante nossa vida? Essas pergunta estão em meu horizonte de reflexão neste sermão.

Oro para que sua vida cristã seja próspera e feliz. Penso ser essa a intenção de Deus para todos nós: que nossa vida seja como árvore replantada no Éden. Assim seja!

André Anéas

A experiência da contemplação

[Meditações no Salmo 8]

Quando refletimos seriamente acerca da nossa existência e nos deparamos com os nossos limites, nossa finitude e nossa angústia diante da liberdade… Quando temos diante de nós gigantes cujos nomes são Incompetência e Pequenez… Quando nos damos conta de que nosso coração, juízo e discernimento nos enganam e nos levam para caminhos tolos… Quando tornam-se notórias nossas palavras mal-ditas, os julgamentos injustos e as decisões mal tomadas… Quando nos colocamos em nosso lugar, pavimenta-se diante de nós a oportunidade de contemplar o Eterno. O salmista percebe Deus na vida. Nas expressões inocentes nos lábios dos bebês, nas pinturas criativas e pigmentações ainda não conhecidas do imenso céu, na lua em seus detalhes e com todas as suas fases e nas constelações incontáveis que, devido a sua imensidão, nos tiram o fôlego, há canções que exaltam o SENHOR. O nome dEle ecoa, se faz presente, se revela e se mostra no que é Belo. A Beleza canta ao SENHOR. Na experiência de contemplação o salmista está sensível para perceber a majestade de Deus. Porém, o que o espanta vai além daquilo que se vê e está relacionado com ele mesmo – o humano. Nós somos alvo da preocupação e da importância do Todo-Poderoso! O Criador nos fez, nos deu honrarias e privilégios, nos amou. E, ainda mais, nos tornou seus jardineiros da criação. Pastoreamos suas ovelhas, nadamos em seus oceanos, ouvimos os seus pássaros cantarem, apreciamos o desconhecido de suas criações nas profundezas dos oceanos. Nós, colaboradores do grande Eu Sou? Nós, que somos meros humanos? As Sagradas Escrituras atestam que sim. O que resta para nós diante desse fato escriturístico? O salmista testemunha a experiência da contemplação. Cabe aqui pouca elaboração teórica. É o momento de ficarmos pasmos, admirados e encantados com um Deus tão poderoso, grandioso e eterno e, ao mesmo tempo, próximo do humano, chegando a nos convidar à cuidar do jardim da criação e a contemplar cada instante da vida como um momento santo. Atenção(!), o mundo está repleto da beleza do Santo, Santo, Santo. E, no ápice da beleza dos atos criativos de Deus, nós somos o principal objeto de seu amor.

André Anéas